quinta-feira, julho 31, 2008

Meu nome é Havanir! II

A capacidade de se surpreender sempre é um dos grandes baratos de ser humano, né? Quando eu achava que nada poderia ser melhor que a introdução do site da Dra Havanir, descubro a magia que se esconde no conteúdo do dito cujo. Pô, onde mais eu poderia descobrir que Dra Havanir é filha de um caminhoneiro com uma dona-de-casa, trocou o PRONA pelo Partido Trabalhista Cristão (do qual é presidente municipal), e que, além de médica dermatologista, nossa deputada arrasa no piano, teclado E sanfona, hein!? Para quem duvida, o site providencia fotos que comprovam a habilidade muscial e o estilo de Havanir.





E não pense que a foto ficou ruim porque eu caguei com ela ao postar aqui, a qualidade é essa mesma, um borrão onde só se identifica o sorriso congelado da doutora (que é idêntico em TO-DAS as fotos, diga-se). Aliás, alguém precisa dar uma aula de photoshop pro webmaster do site, a Dra Havanir chega a aparecer mais branca do que o Maluf em uma foto! Sim, a página traz uma imagem da doutora ladeada pelo bom e velho Paulo Salim... Mas acho que da seção retratinhos, minha preferida é uma que a deputada aparece em pleno corpo a corpo, cercada de jovens, e com chifrinhos feito por um mais peralta. Sério, mostrou que tem bom humor e nonchalance ao postar a traquinagem. Phyna!

Mas Dra. Havanir - não podemos só elogiar, né? - é uma malandrinha. Para dar aquela engrossada em seu curriculum vitae, cita duas vezes que é advogada formada pela FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas, médica dermatologista umas três vezes e médica do trânsito outras duas. Além disso, faz questão de colocar como experiência profissional o fato de ser mãe de dois filhos. Não que eu seja desses que pensa que criar filhos seja coisa pra amadores, mas ela também resolveu listar a profissão do pai (in memoriam, em sinal de respeito) e da mãe. Bom... prefiro pensar que, acima de tudo, Havanir é uma orgulhosa mulher de família. Essa já tem meu voto!

quarta-feira, julho 30, 2008

Meu nome é Havanir!

Bia, futura vizinha, amica responsável pelo incrível my virtual moleskine e pára-raio de maluco da região de Pinheiros foi quem me mandou essa. Por favor, parem o que vocês estão fazendo agora (eu disse AGORA!) e entrem no site da Dra Havanir, do PRONA. Por favor, confiram se as caixas de som estão ligadas e, de forma alguma, pulem a introdução:

http://www.havanir.com.br/1024/intro.htm

Se eu votasse e São Paulo fosse meu colégio eleitoral, Havanir já teria meu voto garantido. Não só pelo uso mais sensacionástico da música-tema do Rocky, mas também - e principalmente - porque a voz ali não é da Havanir, mas da... Professora Cudi, do desenho do Fudêncio!!!





poooonto negativo!

terça-feira, julho 29, 2008

Qual a diferença entre o charm e o funk?

Sério, qual é? (Respostas na caixa de comentários)

domingo, julho 27, 2008

HIMdículo!

As pessoas costumam dizer que é quase impossível apontar um imbecil filho da puta rapidamente com precisão, sem que lhe tenha sido dado tempo para fazer algo que entregue sua condição. Ora, pois eu digo a vocês que é muito, muito fácil! Sim, querem saber como descobrir em cinco segundos se aquele seu colega de trabalho, aquela gostosinha que você sempre tromba quando sai à noite ou aquele rapaz com quem você tem uma banda são detestáveis idiotas sem salvação? Pergunte a eles se eles curtem HIM. Simples assim. Não falha nunca! 100% das pessoas que gostam de HIM são figuras excremenciais que fazem peso no planeta Terra e contribuem para a vida dos demais seres humanos ser um pouco pior.

Pros que duvidam, cinco palavrinhas: BAM-MARGERA-KAT-VON-D.

...Without any further questions, I rest my case!

sexta-feira, julho 25, 2008

Grandes figuras fodonas da humanidade - Apollo Creed


Apollo Creed, também conhecido na vida real como Carl Weathers, é um lutador de boxe, ator, puxador de ferro, gente boa 24/7 e o único humano capaz de usar uma cartola listrada em público e manter sua pecha de fodão.

Muitos de vocês devem conhecer Apollo como o negão gente fina que aceitou treinar o Rocky depois de ter sido vencido numa luta em que o Garanhão Italiano levou a melhor simplesmente porque levantou primeiro - a prova de que para roteiristas hollywoodianos, boxe ou uma brincadeira de "morto vivo" são a mesmíssima coisa. O lance é que O Doutrinador, o Mestre do Desastre, o CONDE DE MONTE FISTO, começou sua carreira como um linebacker dos Oakland Raiders e chegou a disputar a Liga Canadense de Futebol pelo time British Columbia Lions. Em 74 Apollo se aposentou dos campos para se tornar ator.

Sua breve carreira como ator é um pouco nebulosa e não há muitos documentos (tradução: não tem na wikipedia) que afirmem as razões e o momento exato que um dos três maiores boxeadores negros da humanidade decidiu largar essa pouco frutífera e quase totalmente desconhecida atividade prévia para abraçar sua verdadeira vocação: Sapecar o iaiá nos brancos apenas para, demonstrando sua imensa bondade, ensinar o caminho das índias para seus antigos alvos. Ninguém recebe a alcunha de doutrinador por acaso.

Como boxeador, Apollo Creed ganhou tudo e, não apenas isso, foi influência confessa de nomes como Muhammad Ali e Sugar Ray Leonard que, descaradamente, COPIARAM os mais famosos golpes e movimentos do nosso guerreiro dos ringues. Obviamente, as coisas seriam diferentes e Apollo receberia o reconhecimento merecido da imprensa especializada e dos demais colegas de profissão, não fosse nosso herói um orgulhoso representante da raça negra (no que foi influência também para James Brown, outro que ROUBOU sua música, vestimenta e passos de dança). É sabido que o boxe é um dos esportes mais racistas e segregadores da América, sempre privilegiando lutadores de origem anglo-saxã.

Mas Apollo não era apenas um militante das causas afro-americanas. Não, na época da Guerra Fria, num gesto de altruísmo e bondade, nosso Doutrinador decidiu retardar sua aposentadoria para lutar em nome da paz e, mais uma vez, tirar o couro de um branquinho azedo. O problema foi que esqueceram de combinar com os russos. Apollo, infelizmente, não pôde alcançar o objetivo de demonstrar que um negro americano e um branco soviético podem sair na porrada numa boa e isso não significar uma crise de mísseis. Tome essa, Bush!

Porém, ao contrário do que todos pensam, The King of Sting não morreu nos ringues. Essa foi apenas uma saída low profile pensada por um homem que nunca gostou de chamar a atenção. Se ele se vestia como uma mistura de Tio Sam e George Washington era simplesmente porque tinha orgulho dos ideais sob os quais foi fundado seus país. Se Apollo Creed está errado, bem, então eu não quero estar certo! Enfim, desgostoso dos rumos que a política imperialista vinha tomando, o Dancing Destoyer decidiu se embrenhar na selva com o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e o governador de Minessota Jesse Ventura e resolver as coisas por conta prórpia. E por conta própria entenda-se metralhar, bombardear, aniquilar e destruir tudo o que se movesse... Infelizmente, nosso herói não contava que o que se movia era um caçador alienígena que podia ficar invisível, possuía visão de calor e um vasto arsenal de armas intergaláticas. Ficou pequeno pra ele.

Mas os ensinamentos de Apollo Creed peranecerão para sempre em nossos corações e mentes, toda vez que ouvirmos "Eye of the Tiger" na rádio, toda vez que corrermos pela praia usando shorts, meião e camisetas cortadas e, principalmente, toda vez que chamarmos o Sylvester Stallone pra porrada. For those about to boxing, we salute you!

quarta-feira, julho 23, 2008

Coisas boas também acontecem a gente ruim

Jimmy London, aka Jimmy do matanza, aka Babacossauro Rex, é uma figura triste, marrenta, chata, com uma banda depret e uma atitude que daria raiva se não inspirasse pena e desse preguiça em qualquer roqueiro com QI acima de dois dígitos. Só por isso, como já professou Marge Simpson, ele deveria ser isolado do convívio em sociedade sem que ninguém se aproximasse de sua pessoa. O caso é que, não basta Jimmy ser apenas escroto e fazer countrycore, o cara ainda apresenta programa de tunagem de volkswagen na Mtv, faz ameaças tolas a quem se digna a comparecer a um show de sua banda e, até onde chequei, é a única pessoa que ainda se incomoda com emos no Brasil.

Mas Deus é justo e eu acredito nele - acredito mesmo, mas curto mais aquela fase Velho Testamento, que Ele tinha uma pegada mais death metal, estilo "praaaaaga nos egípcios!" - e concedeu ao nosso excremencial roqueiro algo que ele pode se orgulhar por toda vida: Jimmy London é os cornos do pai do Michael J. Fox em Garoto do Futuro depois que ambos se transformam em lobisomens. Bota na tela!



No fundo, no fundo, eu queria me matar!

terça-feira, julho 22, 2008

Muito esforço pra pouca foda

Essa história constrangedora me foi confidenciada por uma amiga (que, sim, deixou que eu escrevesse sobre ela aqui, tá? Não sou babaca. Não a esse ponto) e, de certa forma, me deixou feliz por viver uma relação estável e monogâmica porque, como vocês perceberão, essa vida de sexo casual não tá fácil pra ninguém.

Enfim, me conta essa pulguinha <Leão Lobo mode on> que certa noite, toda se querendo, recém-loira, arrastou um indie para seu ninho de amor. As primeiras apresentações anatômicas feitas e o rapaz vira para essa minha amiga - e aqui é preciso se fazer um aparte. Essa amiga é bem-humorada, sadia e resolvida, ou seja, não é do tipo que se assusta com pouca merda - e pede para que ela CANTE UM FUNK dizendo o que ela queria que ele fizesse com ela. Assim, vou repetir por partes pra vocês sacarem o nírvi: Não bastava cantar um funk, era um funk que precisava explicitar o que minha amiga desejava que o mancebo executasse em alguns pontos conhecidos e outros tantos que, talvez, ela precisasse ser até mais gráfica.

Aí eu me pego pensando aqui: Que homem que, ali na cara do gol, na sorte grande de ser levado pra casa da menina logo no primeiro encontro, decide que vai ser mais interessante propôr uma gincana? Não, porque elaborar um funk a não sei que horas da madrugada... Não era nem só vencer o ridículo, era ter que pensar em métrica, alguma melodia... LETRA, caralho!!! Eu fico imaginando minha amiga pensando "Putz, o que que rima com oral e encaixa?". É sério, quando o sexo casual com quase estranhos deixou de provocar só arrependimento no dia seguinte pra começar a causar vergonha alheia? Tomar no cu! E que tipo de cara era esse, anyway? Um cara que não ocnsegue diferenciar uma foda de dinâmica de grupo é o quê, um profissional de RH workaholic?

É por essas e por outras que eu acho que vocês solteiros tem mais é que não se fuder! Porque, ah só, periga acabar tendo que mandar um improviso pra conseguir um boquete ou ser comida de quatro com jeito. E pra quem interessar possa, sim, minha amiga mandou um funkão nervosaço pro cara que, óbvio, achou legal e não fez pourra ninhuma.

sexta-feira, julho 11, 2008

Riot e o mascote mais pertubador de todos os tempos

Até certo tempo atrás, vigorou uma lei não escrita no metal e no rock pesado em geral que vaticinava que uma banda pra ser foda, da pesada mesmo, precisava, além de usar couros, spikes e manter uma relação não muito bem explicada com o ocultismo, ter um mascote que causasse, ao mesmo tempo, simpatia entre os fãs e medo e ojeriza nos demais.

Exemplos não nos faltam, sendo o Eddie do Iron Maiden o maior, mais conhecido e bem sucedido deles. Mas outras banda também foram capazes de manter seus mascotes com semelhante sucesso: O Megadeth tinha o Vic, aquela caveira com os ouvidos, boca e olhos tapados (muito provavelmente, para não escutar, ver ou se pronunciar sobre as lamentações do Dave Mustaine), o Anthrax, numa inconteste prova de maldade, tinha um senhor careca de bigode, e o Slayer uma caveira com chapéu de soldado nazista (o fã-clube da banda se chamar slatanic whermacht também não ajudava a limpar a barra com a comunidade semita). Outras bandas preferiam opções mais econômicas, como os pãos-duros do AC/DC, que obrigavam o pobre Angus Young a fazer vezes de guitarra solo E mascote; Mas nenhuma banda, porém, teve mascote tão bizarro quanto o Riot. Nenhuma.

O Riot é um grupo de hard rock/heavy metal de Nova York que surgiu na década de 70 e, aos trancos e barrancos, sobrevive até hoje. Eles tiveram a manha de lançar um punhado de bons discos em seus primeiros anos, mas até aí foda-se. O problema é essa merda de mascote que eles criaram. Sério, olhem pra isso! Que porra é essa? Um ser de corpo róseo com um rosto que parece a mistura de um bebê foca com poodle e que nas horas vagas, como mostra a capa de 'Restless Breed', se transforma numa criança que usa terno. Sou só eu ou mais alguém vai ter pesadelos à noite?





Sinceramente não sei o que se passava na cabeça dos caras da banda* (*drogas, muitas drogas) quando decidiram que esse sim seria o personagem perfeito para fazer com que seus fãs se identificassem com o som. A não ser que o que o Riot esperava é que eles cagassem nas calças toda vez que decidissem pegar um disco da banda para ouvir.


Ou tem alguém aí que realmente olha pra essa mistura de poodle, bebê foca e gorila albino segurando um machado e pensa "porra, do caralho, fiquei fã e quero ouvir todos os discos!", ao invés de ser atormentando por ondas de terror inconsciente? Pois é... Mesmo que o metal seja um estilo que privilegie uma estética agressiva e coisa e tal, uma criatura híbrida de tanga azul cagando um pilha de crânios enquanto é perseguida por um boeing 737 não é a idéia de agressividade e radicalismo da maioria dos metaleiros, creio eu.

terça-feira, julho 08, 2008

Esse mundo é um caos, a vida é um caos, caaaooos!

Um amigo meu, bastante perspicaz, disse certa vez o seguinte: "O Coldplay é o Simple Minds do futuro". O Simples Minds, para quem não se lembra direito, era aquela banda que fazia um roquinho 'cool' de blazer com ombreira e letras para o Mandela. Eram incensados pela Bizz. Hoje só são lembrados quando alguém ainda insiste em fazer uma festinha com trilha-sonora clichê dos anos 80.

A frase desse meu amigo dava esperanças que o futuro, então, redimiria nossa ignorância e colocaria o Coldplay no lugar que ele merece. A vala das bandas ridículas, ladeado por outras coisas que foram vendidas como manifestações geniais, tais como Libertines, Kasabian e Bonde do Rolê. O futuro, meus amigos, o futuro seria a verdade.

Daí você está ali, esperançoso do mundo e da raça humana, quando liga a tv e vê o Fresno, uma banda reconhecidamente equivocada em toda sua estética e proposta, dizendo, sem conseguir disfarçar o ar de orgulho 'adultinho', maduro, de músico sério, que foram muito influenciados pelo Toto na composição do úiltimo disco. Repetindo, pelo TO-TO! A banda que Liminha, outro ícone do equívoco musical, tinha como parâmetro há vinte anos atrás.

Quer saber, que venha o aquecimento global. Vai ser bem feito!

segunda-feira, julho 07, 2008

Moda em quatro atos

1995:

- Uau, o baterista do Sepultura vai abrir uma loja, cara!
- Foda, será que vai vender camisa de banda lá?

1998:

- É impressão minha ou todo mundo aqui nesse Mundo Mix usa camisas que fazem trocadilhos com marcas famosas?
- É impressão minha ou TODAS essas camisas são da Cavalera?

2002:

- Ontem eu vi uma camisa da Cavalera vendendo no camelô...
- Essa marca não tinha alguma coisa a ver com uma banda de metal?

2008:

- Por que o seu pai está usando uma camisa da Cavalera?
- Era do meu sobrinho. Ele ganhou de aniversário, mas teve vergonha de usar.

sábado, julho 05, 2008

Quando uma imagem diz mais que mil palavras


"Weezer, divertindo nerds com ironia semi-hipster desde 1992"

"Nunca ter nos casado foi mesmo uma opção nossa... NOT!"

"Melvin, Melvin, eles não ligam mais pra gente!"

"No fundo, no fundo, fazemos isso para comer colegiais inseguras 20 anos mais novas que nós"

"Foi o que conseguimos pensar de mais digno para combinar com a falta de idéias para mais um disco do Weezer"

"Agimos como nerds sensíveis e excêntricos na nossa simplicidade porque é mais fácil que assumir que somos apenas patéticos roqueiros de meia-idade"

"Espero que essa coisa de esquisito-sensível ainda venda discos, ou terei gasto o equivalente a 12 gramas de crystal meth nessa fantasia de cowboy à toa!"

quinta-feira, julho 03, 2008

Jay Vaquer, objeto de estudo

Tenho em minhas mãos a cartinha da leitora Ana Beatriz Bondukian que escreve pedindo um post que teça comentários sobre a obra do roqueiro moderno brasileiro Jay Vaquer. Não sou de atender pedidos nesse blog, porém, como esse foi o primeiro e único, achei por bem fazer uma boa ação. Cara Ana Beatriz, esse post é em sua homenagem (só porque você me escreveu em papel de carta perfumado da My Melody, tsá?).

Então, não que eu não tivesse a par de quem é Jay Vaquer. Infelizmente eu sabia. O cara costuma aparecer na Mtv de tempos em tempos lançando um novo clipe modernoso. No conceito e orçamento dos diretores de clipes tupiniquins, é claro. O que eu não sabia e é digno de nota é o fato do rapazola ser filho de, ninguém mais, ninguém menos que a Jane Duboc. JANE DO MUTHAFUCKIN' BOQUE, senhoras e senhores! As coisas só seriam mais perfeitas se o pai dele fosse o Zé Ketti, mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar, né?

Outra característica notável do cantor é a capacidade de botar o dedo na ferida com suas letras. É isso aí, com o Jay Vaquer não tem essa, o cara escancara as hipocrisias mesmo, certo? Segundo seu site (que, ao contrário do seu, artista vendido de merda, é.ART.br, nada disso de .com), não dá pra dizer se sua prosa é diário íntimo ou crítica social, o que só me leva a pensar que a vida do Jay Vaquer deve ser uma merda, né?

Segundo o release sobre o último disco de Jay Vaquer (impressionante, o cara já está no terceiro disco que ninguém ouviu!), "...outro grande personagem é o aspirante a ator que vê seu sonho de uma carreira feliz desmoronar depois que não consegue triunfar em "Projacland". É o protagonista de Estrela de um céu nublado, que conta com a participação especial de Meg Stock, da banda Luxúria. Os anti-heróis de Jay, não são só vilões, nem apenas vítimas". Essa música, puta merda, essa música é coisa linda de deus! Como se não bastasse a reunião de dois titãs do fracasso musical, a letra traz versos inspirados do quilate de "Foi morar no Rio de Janeiro, tiro certeiro pra tentar a sorte em Projacland... alugou um conjugado no catete... arrumou uma vaga de barman num bar descolado pra cacete..." e "Perua desquitada que vivia da pensão do ex-marido, empresário falido que sofria de 'Síndrome de Dow Jones'...". Sério, só tem uma coisa que faz mais minha alegria que rimar catete com cacete, fazer trocadalho espertinho em letra de música. Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes, o Espírito que Anda, devem ter se roído de inveja ao ler essa!

O que me intriga não é nem as razões por trás da obra de Jay Vaquer, mas quem se identifica com esse tipo de letra, quem pega um carro, dirige até o shopping center, procura uma loja de cds, compra o disco do cara, volta pra casa, coloca o disquinho no som e pensa "porra, foda! FO-DA, mandei bem! Dinheiro bem aplicado é isso aí!!!"... Muito provavelmente quem curte Luxúria e vota no Prêmio Multishow, mas eu prefiro acreditar que esse tipo de gente não existe de verdade, é tipo mula-sem-cabeça, boitatá ou saci pererê.

terça-feira, julho 01, 2008

Tatuagens de banda, arrependimento na certa

Tatuados quando se encontram, inevitavelmente, conversam sobre tatuagens. Quando esses tatuados são caras envolvidos com bandas e todo o cenário punk/hardcore, não raro suas tatuagens trazem motivos relacionados a bandas do estilo e, não raro, eles se arrependem de tê-las feito.

Agora aqui em casa está hospedado o Rickert, um punk de Berlim. Outro dia, conversando sobre tatuagens, ele me mostrou um desenho que fez em seu braço, a cabeça de um javali espetada numa espada com a frase "Only the Stain Remains". De cara eu não tinha sacado a referência, como ele é alemão, achei todo o lance super Visigodo e coisa e tal. Só então Rickert, visivelmente constrangido, disse que a frase era retirada de uma música do Life of Agony!!! Se você não liga a mínima para hardcore noventista ou apenas não é um(a) nerd de banda, entenda a vergonha do nosso amigo tedesco por aqui.

Sendo solidário com meu hóspede, disse a ele para não ficar acanhado, afinal de contas, carrego na batata da perna um coração numa adaga com a frase "Value Driven", tirada do nome de um disco do Better Than a Thousand, banda do seminal Ray Cappo (consultar wikipédia para maiores informações). Pra vocês entenderem a ironia em tatuar "guiado por seus valores" inspirado em algo que o Ray Cappo fez ou disse, é mais ou menos como um advogado tatuar uma frase edificante do Juiz Lalau, como um vascaíno gravar a cara do Eurico Miranda no braço ou como se uma banda de metal lançasse um disco intitulado "Justiça Para Todos", ficassem milionários e então decidissem processar seus próprios fãs por trocarem arquivos desse disco, sacaram?

Enfim, como tudo que é ruim sempre poderia ser pior, tatuar "Value Driven" nem foi das maiores merdas que eu fiz. Basta lembrar que, à época, estava entre duas frases. Era ou "Value Driven" ou "Poison Free", retirada diretamente de uma música da antiga banda de Nenê Altro, atual vocalista do Dance of Days e mais conhecido como o PRESIDENTE DO EMO NO BRASIL, grande figura humana!

segunda-feira, junho 30, 2008

Meu favorito em A Favorita

Pô... sei lá, entende?

Todo mundo está elogiando A Favorita, nova novela das oito (que passa às nove) da Globo. Dizem que seu autor, João Emanuel Carneiro, foi capaz de desenvolver uma trama realmente atraente e inovadora para os padrões globais - sim, é bom frisar padrões globais, para não sermos injustos com Caminhos do Coração. Enfim, não que fosse muito difícil chamar a atenção depois de uma novela que defendeu um pater familias miliciano de meia idade como herói E galã e apresentou a maior quantidade de valores de direita disfarçados de crítica social nos anais da teledramaturgia nacional.


Não vi a novela e, fora a presença da Juliana Paes, nada me empolgava muito em começar a fazê-lo. Quer dizer, até hoje de noite quando, por acaso na academia, me deparei com a melhor construção de uma personagem em anos feita por um ator brasileiro: José Mayer interpretando o Patropi! Juro pelo cadáver de Odete Roitman, José Mayer faz um hippie na novela que age, fala e se veste como o saudoso personagem de Orival Pessini.


No capítulo que assisti, José Mayer chegava a São Paulo e, por alguma doença não explicada, é incapaz de suportar qualquer tipo de barulho. Bom, ok, eles queriam mostrar que, sendo hippie e vivendo em um mosteiro budista nas últimas cinco décadas (única razão plausível), José Mayer é completamente intolerante à poluição sonora das grandes cidades. Incrível foi que até o som de um liquidificador fez com que o personagem tapasse os ouvidos em agonia, como se tudo que não fosse o gorjeio de um sabiá funcionasse como kryptonita para ele!


Como novelas da Globo são pródigas em criar personagens realmente profundos e originais, o hippie de José Mayer é ufólogo, tem um filho chamado Shiva, foi roqueiro, é jornalista (na redação mais silenciosa do universo, pelo que sua fobia a barulho nos leva a crer) e acredita que sua mulher foi abduzida por ETs há treze anos. Prova inconteste de que, para a Rede Globo, jornalista é tudo va-ga-bun-do e vi-ci-a-do. Ainda assim, José Mayer, seguindo uma das tradições novelísticas mais antigas do mundo, irá comer a Juliana Paes.

quinta-feira, junho 26, 2008

A nossa Varig... Quer dizer, a Varig dela!

Toda quinta-feira ao terminar de ler o Segundo Caderno do jornal O Globo me bate aquela dúvida: Qual era a porcentagem que a Cora Rónai levava na antiga Varig, hein?

quarta-feira, junho 25, 2008

A fama, enfim!

Se cabe uma desculpa para a pouca atualização desse blog (como se eu devesse explicações a vocês, hunpf!), estive trabalhando. Pois é, nem eu mesmo acredito que emendei um trabalho no outro. De toda forma, esses trabalhos não me renderam apenas alguns trocados e desculpas pra viajar pra São Paulo. Eu conheci gente. Gente famosa e influente, para ser mais exato.

Até poderia ficar escrevendo a lista de celebridades e personalidades que não me deu a mínima confiança, mas pra que palavras quando posso provar com imagens a veracidades do que narro?



Isso mesmo, eu e Maísa, a garota-prodígio do SBT! Bem, tenho dúvidas se Maysa é mesmo uma garota, pra mim ela está mais pra um experimento genético que cruzou Shirley Temple e o Chaka, do Elo Perdido. Ela também pode ser uma representante dos Bandar, a tribo de pigmeus que acompanhava Fantasma, o espírito que anda(va). Enfim, normal essa menina não é! Prova disso foi o ganido digno de uma harpia que ela soltou quando me posicionei para tirar uma foto com ela.


Ah sim, e como glamour pouco é bobagem, esse outro ladeando Maísa na foto é, nada mais, nada menos que Didi, o cromossoma XY responsável pelo blog mais popular dos últimos tempos, o Te Dou Um Dado?. Didi e eu, aliás, viramos amigos-de-orkut, de trocar foto e tudo, o que preciso confessar, era um dos meus sonhos (juro, sem cinismo!). E provando a teoria que celebridade só fala com celebridade, Didi teve direito a receber a atenção de Maísa... Não que ela tenha sido muito legal com ele, como vocês podem comprovar
aqui. Essa meninada de hoje, viu?!

segunda-feira, junho 16, 2008

Aceite, você não tem a vida de Sarah Jessica Parker!

Pois é, estreou. O pessoal no site da Júlia Petit deve estar em polvorosa, as meninas da Daslú e as estudantes de jornalismo da PUC também. A versão cinematográfica de Sex and the City, o seriado-sensação de 10 entre 10 solteironas de quarenta anos, chegou às salas brasileiras.

"E daí?", você pensa. Qual a relevância desse filmeco na sua vida e porque isso virou assunto nesse blog? Bom, por mais que eu queira sempre manter distância segura de uma turba de mulheres enlouquecidas com algum evento (seja show do Menudo, liquidação de shopping ou o filme em questão), não dá pra deixar de lado a importância sociológica da série para o universo feminino pós-moderno. Cê acha que eu tô de zueira? Mas é papo sério... Sex and the City foi responsável por reabilitar a futilidade e os sentimentos mais 'Amélia' que a revolução feminista enterrou a duras penas.

Longe de mim querer fazer o discurso riot grrrl, se uma mulher se sente confortável nesse papel, bom pra ela, que viva feliz. Mas todo esse negócio de fabulous, Manolos e Cosmopolitans pirou a cabeça de gente e, se antes de Carrie Bradshaw e cia, havia aquele saudável vergonha de admitir que você gastou o preço de dois salários mínimos num sapato, depois da série da HBO isso começou a ser visto como algo engraçadinho, charmosinho. Uma loucurinha fashion de uma designer shoes addicted. You go, girl!

Só que não tem nada de bacana nisso, porra! Você não mora em Nova York, mora em Taubaté; Suas amigas não são mulheres poderosas, inteligentes e bem sucedidas que transam com modelos masculinos, elas são gordinhas de cabelo pintado de saia preta e all-star; Seus programas não incluem tomar um brunch no SoHo e comprar bolsas de griffe, mas se reunir em alguma lanchonete e depois ir pra porta de um show de emo. Porque, né, se é pra copiar, copia direito!

Ainda mais cretino e deprimente é quando essa adaptação da realidade é feita por senhoras já avançadas na casa dos trinta, quarenta anos. Porque mongolismo adolescente é duro, é grotesco, mas é compreensível. Agora, apatetamento surgindo na Idade da Loba é de ma-tar! Não pode e pronto. Tinham mulheres que, quando a série ainda era exibida nos EUA, andavam com camisas com frases como "I'm a Carrie" ou "I'm a Samantha", fazendo referência a personalidade e comportamento das quatro personagens principais. Olha, numa boa, se uma mulher sai com uma camisa dessas na rua, ela deveria seriamente pensar na possibilidade de comprar outra escrito "I'm a Moron", isso sim.

E sabe o que é mais calhorda em todo esse lance de Sex and the City? É que as pessoas que assistem e gostam da série a defendem como um libelo pós-moderno, de mulheres bem resolvidas que querem transar com quem bem entendem e serem felizes sem precisar dar satisfação a sociedade, só que a mensagem final era totalmente oposta! Reparem, a protagonista resolvia seus problemas comprando sapatos e passou a série toda correndo atrás de um cara que a desprezava para, no fim das contas, consumar seu happily ever after no altar. E de branco, mesmo depois de dar mais que xuxu na serra, porque hipocrisia pouca é bobagem!

Ou seja, quer ir vai, mas saiba que a mensagem que Hollywood te passa é: Não interessa se você é uma advogada de sucesso, uma quarentona fogosa, uma socialite certinha ou uma jornalista com cara de cavalo, você só será feliz se tiver marido.

PS - E caso você sinta uma vontade incontrolável de sair comprando sapatos depois de assistir ao filme, passa na Marisa, amiga. Porque, cêis sabe, de mulher pra mulher é Ma-riii-saaaa.

domingo, junho 01, 2008

Rock Brigade e a arte de resenhar discos

Militando na ingrata seara do jornalismo, com uma infeliz quedinha para o ramo musical da profissão, sempre tive uma relação visceral com a Rock brigade. Nos primeiros anos de minha adolescência roqueira, era uma clara e apaixonada admiração pela revista, da qual cheguei a ser assinante por um ano, acalentando o sonho de dividir a readação com Vitão Bonesso e Fernando Souza Filho. Com o passar do tempo e o aumento do conhecimento musical, a admiração se transformou em revolta, para hoje, já no crepúsculo da minha seriedade, se transmutar novamente em admiração. Só que agora por motivos menos deslumbrados e mais, digamos, "estilísitcos".

Porque, meus camaradas, é preciso ser muito trouxa como já fui para não exaltar as qualidades daquelas resenhas da Rock Brigade. Qual outra revista foi capaz de aliar poesia e crítica musical abalizada àquele dialeto típico do metal da década de 80. Nas resenhas da Brigade tudo era magnânimo, soberbo, poderoso e dilacerante, tal qual a piroca de cristal da encarnação de alguma divindade nórdica. Nada podia ser simples, direto, corriqueiro. Tinha que ter garra, afetação viril mal disfarçada, quadriloquência, tinha que ter tenacidade, ductibilidade, condutibilidade e elasticidade. Ou seja, tinha ser METAL na essência!

Para aqueles que não tiveram a chance de se inebriar com o néctar de uma resenha de disco do Accept, Savatage, Crimson Glory ou Judas Priest, separo para vocês trechos de algumas das melhores, retirados da comunidade Pérolas do Metal. Regojizem-se, oh, servos de Odin:

“Paice mostra uma feroz seqüência de hipnotizantes estrondos tirados de sua Ludwig rústica, mas resistente aos seus golpes certeiros. O baterista trata seus pratos como um escravo fugitivo enquanto Gillan solta um verdejante grito como um LEÃO em seu mais duradouro período de cio.”

“Ronnie James Dio encarou o demônio de frente, galopou no cavalo da morte e dançou na propriedade do sobrenatural. A amarga gota de fel que é nódoa nos corações humanos e o desespero pela poder da força que arrasta todos às profundezas do inferno, foram por ele galhardamente cantadas, num Heavy Metal que Satanás não ensinaria nas escolas do inferno."

"Joey de Maio lança maldições em cada nota executada, despedaça seu baixo em agonia mutiladora. Ross the Boss arrepia os reconditos mais profanos do corpo. Eric Adams vocifera tão afiado que choca-se em contato com a nossa era.A bateria parece ser tocada pelo próprio Lúcifer em extase, Scott Columbus detona a estrutura espaço-tempo com suas porradas sônicas..."

E a minha preferida,
"Misericórdia não existe! Não cabe na filosofia Heavy, por isso que Dave Lombardo pulveriza as moléculas do ar com suas patadas letais na mesma medida em que o terremoto provocado pelo baixo de Tom Araya invoca Satanás para a destruição! Não tem música melosa! A mais lenta faz qualquer um sair por aí chamando urubu de 'Meu Loro' e Jesus de "Jenésio."

sexta-feira, maio 30, 2008

Obrigado por fazerem do erotismo algo constrangedor, tá?!

É foda, tem certas coisas que não deveriam ser tocadas por gente esperta com boas idéias. Simplesmente porque essas certas coisas já atingiram seu pico evolutivo, possuem uma perfeição de forma e conteúdo e, portanto, não precisam (e nem deveriam!) ser reelaboradas, aperfeiçoadas. É o velho papo do "se melhorar, estraga", tão ligados? É assim que a coisa funciona com a pornografia, o erotismo ou qualquer coisa que envolva peitinhos na tv, não tem como ficar melhor do que já é. Isso é um defeito de gente que não consegue apreciar a simplicidade da vida, entender e gostar de algo pela sua primalidade.

Então, ontem me deparei com um programa chamado "As Pegadoras", na famosa faixa da punheta do Multishow. Preciso dizer que não sou um assíduo espectador do Sexytime, me deixa meio tenso, meio deprimido comigo mesmo essa coisa de assistir strip tease pela Tv na sala da casa da minha mãe. É pra ficar de pau duro e chorar. Mas, devo admitir, aquelas produções com umas "modelos" da 2ª divisão da Revista Sexy ao menos dão conta do recado. Gostosa, bronzeamento artificial, cenário vago, música de motel. Tirou a roupa, pá, pum, cabou. Mas aí me vêm essa produção moderna, com cast escolhido pelo Candé Salles, um produtor insensado da Conspiração, umas apresentadoras com cara de estudante de moda, super alto-astral, fazendo caras e bocas... Uma MER-DA!

O negócio é o seguinte, rapaziada. O cara não pode vir da Conspiração e querer fazer pornô, soft porn, seriado erótico, o que for, achando que manja tudo dessa linguagem. Não pode! Porque aí é isso, faz besteira! Sério, certos programas de Tv são pra ser vistos no mudo, não precisa de gente falando, só estraga. É o caso de transmissão de futebol em canal aberto e do Rolé do Sportv. As Pegadoras, nem assim. O programa consiste de três modelos tentando fazer algo parecido com interpretar três amigas com fogo no rabo que ficam lendo uns contos eróticos mais inventados que os do Fórum Ele Ela, enquanto a câmera dá closes no sorriso de uma, num decote que não mostra nada, na tatuagem de estrelinha no tornozelo da outra. TORNOZELO, porra?!?!!

E os contos eróticos dramatizados, por assim dizer, também não dizem a que veio. Se eu quisesse ver carioca com cara de piriguete naquele pega-pega meia bomba com surfista débil mental saído de agência de modelo de Ipanema, eu ia pra boate, não ligava a TV! E os "diálogos"? Puta que o pariu, diálogo na sua língua em produção erótica/pornô é receita pra brochada. Daí você fica nessas, não sabe se está assistindo a uma montagem de Sex & The City feita por adolescentes no quarto de casa ou um programa erótico para crentes. Não tem pegada, não tem saliva, não tem suor, não tem graves, não tem agudos, não tem nada!

Isso aí é fruto na verdade de um preconceito, de achar que atriz pornô é prostituta e que não é necessário um certo élan para interpretar cenas desse tipo a contento. O tal Candé Salles foi catar algumas das "atrizes" do programa em agências de modelo gabaritadas, numa tentativa de imprimir um ar de bom gosto à parada. Arrumou só umas doidas com vontade de aparecer que não são nem bonitas como uma modelo, nem cachorras como uma boa atriz pornô, ou seja, um deserviço ao pau-durismo nacional. Candé, os punheteiros te desprezam!

quinta-feira, maio 29, 2008

Por que cinéfilos sempre tem o pior gosto para filmes?

Uma conversa com meu bom amigo Leonardo Marques, PhD em História pela Universidade Emory, de Atlanta, ou seja, um puta cara inteligente, me fez atentar sobre como cinéfilos e/ou gente que trabalha com cinema geralmente tem um puta gosto cretino no que tange à sétima arte. Senão vejamos, quantas vezes vocês já se depararam com aquele típico entusiasta de filmes artísticos que não consegue gostar de nada que não seja chato e incompreensível? Geralmente essa gente diz que gosta de coisas como "Um Cão Andaluz", "O Anjo Exterminador" e "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro", torcendo o nariz e nos ridicularizando quando assumimos que bom mesmo, mas bom de verdade, é Porky's!

Leonardo Marques me relata que foi obrigado a usar de força-bruta argumentativa para provar o óbvio a uma dessas criaturas. A fulana em questão, uma estudante universitária americana metida a intelectual, pedia uma explicação para nosso Doutor em Fuderalidade sobre porque Teen Wolf (aqui conhecido por "O Garoto do Futuro",tradução que tentava embarcar no sucesso anterior de Michael J. Fox) é melhor que Os Excêntricos Tenembauns. Rá! - rio com franca noção de superioridade e arrogância, como se fosse mesmo necessário gastar saliva para tanto.

Senhores do júri, I summit to you exhibit A da superioridade de Teen Wolf sobre qualquer obra pretensamente intelectual produzida nos dois últimos séculos: Um Lobisomem jogando basquete, porra!



Não estão convencidos? Ok, então me digam quando vocês viram um filme "cabeça" onde há um lobisomem de óculos escuros e walkman andando pelos corredores de um colégio, hein?




É, foi o que eu pensei... Não restando mais dúvidas sobre como Teen Wolf paira acima de bilhões de fitas como exemplo de superioridade e qualidade cinematográfica, encerro meu caso. Away!