sexta-feira, setembro 26, 2008
The job that ate my brain
...Tell me about a hell of a job, huh?
quarta-feira, setembro 24, 2008
O Rap do Ovo - esclarecendo dúvidas e levantando polêmicas
Rodrigo notou que a letra afirmava que Adão e Eva nasceram de um ovo, o que o levou a perguntar: Seriam os deuses galináceos? É uma dúvida comum, admito, porém nosso leitor pecou pela falta de atenção. Notem que Serginho canta "do ovo E DO ÓVULO nasceram os animais, nasceram Adão e Eva...". Ou seja, Michael Sullivan & Paulo Massadas tinham ciência de que Adão e Eva nunca poderiam ter sido chocados pela bunda de Deus, que tolice. Mas o que Rodrigo não notou e o que só pôde ser percebido por um estudo sintático mais acurado, feito somente por alguém como eu, com tempo de sobra e uma disposição ferrenha para a inutilidade, foi a mensagem muito mais perniciosa que eles quiseram passar nas entrelinhas.
Percebam que, se Adão e Eva não nasceram de um ovo - afinal, é tido e havido que ambos eram humanos, demasiadamente humanos -, então, segundo a letra, eles vieram do óvulo, certo? Essa afirmação nos leva a duas conclusões, ambas sinsitras:
1 - Michael Sullivan & Paulo Massadas faziam parte de uma espécie de maçonaria primitiva e ateísta que detinha a informação milenar de que nunca houve um Deus, pelo contrário. Adão e Eva tiveram pais e mães, homens e mulheres-macacos provavelmente, e portanto, não teriam sido os primeiros seres a habitarem a Terra. O que levou a Igreja Católica a esconder esse fato de todos nós é bem óbvio, não pega nada bem os chamados "pais da humanidade" serem, na realidade, filhos da Chita, né?!
2 - Michael Sullivan & Paulo Massadas faziam parte de um culto pagão e estavam empenhados numa cruzada engenhosa para divulgar suas crenças sem despertar a atenção e a ira do catolicismo. Por isso as mensagens cifradas em letras ditas pueris como a do Rap do Ovo - lembram das lendas sobre rodar os discos da Xuxa ao contrário e ouvir mensagens "satânicas"? Adivinha quem compuseram todas aquelas letras? Pois é...
O tal culto acreditava em deuses que não só faziam sexo entre si, mas que também eram capazes de fecundar óvulos e dar a luz a adultos que acabariam transando uns com os outros. Um culto pagão que idolatra deuses com um sistema reprodutivo muito semelhante ao dos seres humanos (tua imagem e semelhança... agora tudo faz sentido!) e ainda incentiva o incesto; Deve ser isso que o sul dos Estados Unidos anda secretamente frequentando há algumas centenas de anos!
Espero que minhas brilhantes e aterradoras conclusões não façam de mim o alvo de alguma vendeta fundamentalista. Caso eu desapareça, levem minha mensagem para as autoridades, amigos! A verdade está lá fora!
terça-feira, setembro 16, 2008
Faustão e Serginho Mallandro são mais legais que os Racionais MC
O filme de onde essa pérola foi retirada é o clássico noventista "O Inspetor Faustão e o Mallandro", o qual eu assisti em uma sessão diurna no cinema do Fashion Mall em algum final de semana modorrento do início da década passada, na compania de mais cinco ou seis bravas almas. Era uma época em que o Faustão ainda era obrigado a fazer esse tipo de coisa para pagar as prestações do seu Monza e o Sérgio Mallandro ainda era alguém em quem se pensava para estrelar algo com veiculação nacional. Difícil de aceitar, mas esse tempo ficou mesmo para trás, assim como as sobrancelhas taturânicas de Fausto Silva, os mullets cacheados de Serginho e, ao que parece, toda sua dignidade...
Algumas considerações sobre a obra:
0:13 - O desconforto do Faustão com a coisa toda já fica claro nos primeiros segundos de exibição. E isso é o melhor que ele consegue fazer atuando, hein?
0:19 - Esses "piiiu-piiiiu"s que o Mallandro lança como uma espécie de scat entre as estrofes são arrepiantes!
0:26 - A dramaticidade de Serginho. O cara INTERPRETA cada verso, porra!
0:46 - Aqui temos a chance de ver o verdadeiro astro desse vídeo: Faustinho! Por onde anda esse menino? Cadê a Luciana Gimenez numa hora dessas pra fazer uma entrevista espetacular com o ex obeso-mirim? By the way, essa dancinha dele é fe-no-me-nal!!!
1:22 - Olha só quem aparece prum cameo: Luiza Tomé e Cláudia Alencar... Aquele congelamento de preços da Zélia não deixou fácil a vida de ninguém, não é mesmo?
1:30 - Faustão nos brinda com os versos mais aritmados da história da música brasileira. Até o Tahyde deve ter ficado com vergonha!
1:53 - 2:19 - "Ô vô, é o avô do ovo!" e "Ô loco, que dupla! É biro-biro e lero-lero". Nossa, o Faustão é um bosta de sem graça!
2:43 - Esse corredor é da Rede Globo. Faltou verba po cenário-rio-rio!
2:53 - Paulo César Pereio já era Deus muito antes do "Deus é Pai" de Allan Sieber.
3:21 - "Finge que congela e segura até o fade", final típico de filme brasileiro quando o roteiro é escrito na hora, já acabou a cocaína e o diretor tá puto da vida.
quinta-feira, setembro 11, 2008
O top 5 dos maiores merdas do metal
5 - Tom Warrior: Quão merda você precisa ser para nascer pobre num país como a Suíça? Bom, muito provavelmente muito merda já que, depois de anos batalhando na cena metaleira e tendo feito de um tudo em termos de rock com o Celtic Frost, Thomas Gabriel Warrior continua com uma mão na frente e outra atrás e, inexplicavelmente, orgulhoso de TODA sua obra! Ok, ter sido responsável por clássicos absolutos como Morbid Tales, To Mega Therium e, vá lá, a demo do Hellhammer, já seria motivo de orgulho suficiente para 1/6 da população terrestre ( justamente o 1/6 que liga para metal extremo), mas o que falar de fecalidades como Cherry Orchid e o cover de Mexican Radio? Não obstante, Tom Warrior é também um dos caras mais feios que a Mãe Terra já pariu e faz questão de deixar isso bem claro.
4 - King Diamond: Numa boa, quantos anos tem o King Diamond? Uns 65, no mínimo? E porque cargas d'água esse senhor de idade insiste em pintar seu rosto como uma mistura de Pierrot assassino e Ney Matogrosso circa Secos & Molhados? Que tenha sido sua maquiagem a influência do corpse paint no black metal ( algo, aliás, suuuuper louvável...), fato é que ela simplesmente não é capaz de causar temor em ninguém. Ao contrário, tudo o que o velho King consegue é inspirar pena nos outros; Principalmente quando você olha para o visual dos demais membros de suas duas bandas, Mercyful Fate e King Diamond, e tem a impressão de que aquilo foi uma piada feita no ensaio que só o Rei Diamante levou à sério. Ah, e na moral, se você almeja algum crédito como um metaleiro satanista, NÃO cante com a voz de uma soprano de coral de igreja de 12 anos!
3 - Kerry King: Quando esse cara deixou de ser um fuderoso guitarrista de thrash metal para começar a parecer como uma mistura de lutador de segunda categoria do Ultimate Fighting, mulher barbada de um circo dos horrorres e um desses rednecks que frequentam lutas da WWF? Deve ter sido na mesma época em que o Slayer passou a tocar no Ozzfest, andar com o Slipknot e lançar discos como "Diabolus In Musica". E tinha gente que reclamava quando ele parecia um Renato Gaúcho banger como sua carecabeleira e óculos da Oakley.
2 - Tony Martin: Quando Ozzy está muito ocupado ficando bilionário se fazendo de idiota, Dio está buscando crédito pelo mundo afora por ter "inventado" la mano cornuda, Ian Gillan está no Brasil fazendo turnês revival com o Deep Purple e todos os demais vocalistas de metal de meia-idade da Inglaterra estão cuidando de suas vidas, Tony Iommi pode sempre contar com a presença sem carisma e a voz sem personalidade de Tony Martin para gravar um disco horroroso e conspurcar a imagem do Black Sabbath mais um pouco. Não tem problema, é só ligar, Tony Martin nunca está fazendo nada mesmo...
1 - Blaze Bayley: Nada diz "merda" em idioma metálico tão bem quanto Blaze Bayley! Tenho certeza de que vocês se lembram dele, ele era o anão de costeletas e pouco alcance vocal que fez a já ingrata tarefa de substituir Bruce Dickinson se tornar ainda mais indigesta para os fãs do Iron Maiden. Puta que o pariu, o cara era tão ruim que simplesmente não conseguia acertar os tons mais agudos de diversas canções! Fora isso, já começou errando ao divulgar uma patuscada como desculpa para não cantar "The Number of the Beast", apenas o som mais popular da banda, além de inventar uma infinidade de viroses para desmarcar shows. Isso é que é saber ganhar o público, hein?! Bayley é tão merda, mas tão merda, que só se tocou de pedir as contas DEPOIS que a banda anunciou a volta de seu predecessor. Mas tudo bem, hoje em dia ele está aí, ganhando a vida como um vendedor de peças de automóvel e anunciando produto contra calvície!!!
Sem querer fazer piada com a desgraça alheia, mas nem casar o cara consegue. Sua namorada de anos, Debbie, com quem Blaze subiu ao altar em 2007, sofreu uma hemorragia cerebral em julho desse ano e está em coma desde então. (NdE: Não pensem que serei mal o bastante em dizer que o incidente se deu após ela ouvir uma demo do Woflsbane, porque eu simplesmente me recuso a escrever esse tipo de coisa!)
quinta-feira, setembro 04, 2008
Kid Vinil é meu profeta
E para os neófitos, o boy da letra em questão é um office, não um play.
domingo, agosto 31, 2008
We're the youth of yesterday
Se você, assim como eu, foi criado por pais meio ausentes (desculpe mamãe, eu entendo que você fez o seu melhor) e ouviu mais conselhos do He-Man que do seu velho, deve ter em mente que os seriados, desenhos animados e filmes dos anos oitenta tiveram um grande papel na construção de nosso caráter e persona. O que nós somos e o que nós - crias da década em que os fugazes anseios adolescentes ainda não pautavam o mundo do entretenimento - desejamos, é fruto direto do que assistimos na sala escura ou na sala de casa há vinte anos atrás. Bom, talvez eu esteja me projetando um pouco e, no final, seja só eu, mas não consigo deixar de relacionar essa minha visão de um mundo onde tudo é possível e eu posso conseguir o que eu quero (apesar de muito pouco ter feito nesse sentido) com o que foi bombardeado no meu cérebro dos 5 aos 12 anos.
Façam um esforço de memória. Nos anos 80, nós fomos compelidos a crer que podíamos ser cirurgiões, nos tornar campeões de karatê apenas com a ajuda de um velho vizinho oriental, sermos mestres ninjas que ajudavam a prender bandidos perigosos, invadir o computador do Pentágono com um potentíssimo 386, sermos recrutados para um esquadrão espacial baseado nas nossas habilidades nos arcades, ou mesmo viajar para o passado, salvar a vida de toda sua família e ainda debulhar um rock na festa de formatura dos seus pais. E tudo isso sem nem termos nos formado no colégio! Porra, os anos 80, na verdade, diziam que as maiores aventuras que poderíamos ter, aconteciam justamente quando matávamos aula.
Nos anos 90, por sua vez, com a geração grunge e a entrada da Mtv no mundo do cinema, a idéia de jovens e crianças que podiam voar, ser andróides, ter amigos cientistas loucos com o dobro de sua idade ou criar mulheres no computador de casa, começou a ser substituída por uma galeria de vagabundos que não faziam nada além de vagar por subúrbios com camisas de flanela e cabelos coloridos reclamando de seus amores, seus trabalhos ou do clima de Seattle ao som de Ugly Kid Joe. Foi também a época em que os redatores descobriram que podiam falar de drogas para adolescentes e transformaram a maconha em um prop de comédia. E dá-lhe Kids, Wayne's World II e My So Called Life com um Jared Leto pré-emo!
Mesmo que nós tenhamos vivido nossa adolescência na deprimente década passada, ao menos tivemos aquela forte base moral construída pelos Transformers, B.A., McGiver, Indiana Jones e Howard, o pato super-herói. Imagina como é pra meninada que foi criança nos anos 90 e agora tem que crescer com Harold & Kumar Goes to White Kastle, American Pie III e Dois Doidões em Harvard!? Sério, se isso não é motivo suficiente para a proliferação de excremências do quilate de Soulja Boy Tell' Em, franjinhas, calças apertadas e festas de psytrance, eu nem quero imaginar o que pode ser! Prefiro morrer com a idéia de que a juventude (e a humanidade como um todo) não é tão estupidamente patética, nem involuiu tanto quanto supôs Mark Mothersbaurgh. Só fico pensando como vão ser os adolescentes de 2015...
quinta-feira, agosto 28, 2008
Separados no nascimento - Freaking cat people edition

the thundercat ho'

Esse herói não é uma velha senhora petista
domingo, agosto 24, 2008
It's a grey world!
A verdade é que somos capazes de entender e dividir oceanos de pessoas que vivem nesse mundo através de escolhas tomadas em relação aos mais prosaicos e vulgares acontecimentos. Bem, pelo menos eu sou e, portanto, lhes apresento uma lista sobre idiossincracias que me fazem decidir de que lado da linha vou ficar e, mais importante, com QUEM vou ficar ali:
1- Gente que torce para o mesmo time não interessa onde esteja e gente que tem um time em cada lugar:
Que me perdoe meu amigo Daniel, o único rubro-negro esclarecido que tive o prazer de conhecer, mas esse negócio de dizer que no Rio é Flamengo, em Minas é Cruzeiro, em São Paulo torce pro Juventus e no Paraná é Batel desde criancinha, é coisa de gente com sérios problemas de retidão de caráter. Pior, é coisa do Oscar! Ele mesmo, o Mão Santa, que torce pro Corinthians, pro Náutico e, para minha vergonha e dor, pro meu Fluminense. Sério, não é como se fosse impossível dedicar seu tempo, sofrimento e paciência a um único time ruim. Porra, é justamente por isso que foi criado um campeonato nacional, oras!
2- Gente que chama o Faustão de Faustão e gente que chama o Faustão de Fausto:
A despeito do fato de que se dirigir ao apresentador não importando por qual alcunha você o chame é igualmente excremencial, pois significa que você quis ou foi obrigado a comparecer ao Domingão do Faustão, creio que é possível traçar uma fina linha discriminatória entre esses dois tipos. Pô, quem chama o Faustão de Faustão ao menos está encarando o gordalhão como uma figura televisiva distante, se colocando no lugar do telespectador comum. Já quem chama o ex-Perdidos na Noite e Safenados e Safadinhos de Fausto quer insinuar uma certa intimidade, seja com o apresentador em si, seja com o estrelato global em geral. Coisa de filhos da puta do quilate de um Marcos Frota, por exemplo.
3- Gente que cita Seinfeld em conversas com os amigos e gente que cita Friends:
Numa boa, essa é auto-explicativa. Porra, é como querer comparar quem gosta de chocolate e quem prefere um pirulito de cocô! Seinfeld é não só uma das melhores séries televisivas já produzidas, como também um manancial de excelentes citações pop-filosóficas sobre o mundo, as pessoas, suas crenças e toda a indústria cultural do século XX em diante. E Friends? Friends é uma reunião de piadas fáceis e situações óbvias, feitas sob medida para entreter e divertir adolescentes que desejam levar aquela vida quando crescerem. E nem me façam entrar na área de comparação dos personagens, né? Ou vocês acham que dá pra colocar frente a frente a complexidade e profundidade loser de um George Constanza e a debilidade yuppie e o sarcasmo de filme B de um Chandler Bing? Porque se você realmente acha isso, nem sei o que você faz lendo esse blog.
4 - Gente que sabe que a trilogia parou no Retorno de Jedi e gente que gostou de A Ameaça Fantasma:
Eu sei que essa espécie é muito rara de se encontrar, mas acreditem, eu já me deparei com gente condescendente o bastante para aturar a existência de Jake Lloyd, personagens e cenário gerados por computador e daquelas merdas vergonhosas de midclorians. Além, é claro, de desesperadamente buscar explicações pros milhares de furos no roteiro em relação a estória predecedente. Acho que aqui a incompatibilidade e a incapacidade de viver no mesmo local é tanta que não é nem caso de dividir o mundo, mas achar um mundo só pra eles e mandá-los pra lá num foguete; Conduzido pelo Jar Jar Binks, de preferência. Porque, podem estar certos, quem gosta da nova trilogia é gente que prefere o Van Halen com Sammy Hagar, pira na fase sem máscara do Kiss, ouvia Black Sabbath em 95, curte o Use Your Illusion, rasga dinheiro, lambe sabão, é feio, bobo e cara de cocô.
segunda-feira, agosto 18, 2008
Andando pelas ruas de São Paulo
Enfim, meus dias até que tem sido bem divertosos, graças a casa do Pedro, AKA Animal House. Chez Pedro, pra quem não está familiarizado, é uma mistura de bolsa do Gato Félix e laboratório do Professor Pardal. Tipo assim, você acha de um tudo, o funcionamento é perfeito e coisa e tal... Só que nada está no local que deveria, a ordem e a arrumação foram banidas e há uma fina camada de dois dedos de poeira sobre quase tudo. Por exemplo, eu me deparo com compilações de zine fazendo compania pra uma seringa velha quando vou ao banheiro; Debaixo da minha cama, vive uma colônia de biografias de roqueiros, uma mala velha e, desconfio, um sxe novaiorquino safra 88 que sobrevive de farelos de comida e cds velhos; A cozinha esconde temperos e aromas de quase todos os lugares do mundo (muitas vezes, de uma vez só); E tem os vinis... Ah, os vinis! Fileiras e fileiras de reprensagens psicodélicas, pepitas de ouro do thrash metal e raridades do punk/hardcore que valem uns bons trocados. Aliás, os vinis são única coisa realmente organizada lá. Isso e a coleção de HQs dos irmãos Hernandez, minha descoberta mais querida até agora e também minha distração diária no trajeto Pinheiros-Aclimação-Pinheiros.
Óbvio que nem tudo são flores, as saudades que sinto da boa vida lá de casa e, principalmente, da minha mulher são terríveis, e só pioram pelo fato de proibirem arbitrariamente o MSN e o orkut no trabalho (como se eu não soubesse outras 97 formas de passar o tempo aqui sem ninguém perceber!). Ah, e tem o gato... Pois é, divido o apartamento com o Pedro e com uma gata preta e branca que atende pelo nome de Tootsie. Tenho certeza que, bicho traiçoeiro que é, Tootsie não vai com a minha cara e faz questão de cagar na cozinha toda vez que eu chego, empesteando o ambiente. Fora isso, morro de medo que ela me passe toxoplasmose e mije nas minhas roupas. Ou pior, mije nas do Pedro e diga que fui eu! Meu roomate diz que é impressão minha, que o gato não fede, não vai tentar engolir minha alma se eu dormir com ele no quarto de boca aberta e, definitivamente, não está disputando sua atenção comigo. Pelo sim, pelo não, ando dormindo de porta trancada.
Outra ajuda de grande valor que tenho recebido em ordem de não cometer o suicídio nuclear provocado pelas saudades de Tamara, do BB Lanches e do tratamendo VIP que gozava morando com minha mãe, vem dos amigos e parentes que já habitavam a terra da garoa. É impressionante, mas gente nova morando numa cidade estranha é tratada como uma espécie de orfão, né? Todo mundo te chama pra sair, convida pra visitar a casa, pergunta se você está bem, se está se adaptando, se o emprego é legal, se o clima da cidade é do seu agrado... Se eu soubesse disso, teria me mudado mais cedo ou, melhor ainda, ficaria mudando de cidade a cada três meses, adulando minha carência a pires de leite. Bia Bonduki, por exemplo, nem sabe, mas salva todas minhas noites desde que me emprestou a caixa de Freaks & Geeks; O Lima que nunca me ligou na vida pra dar um passeio, me chamou pra sair TRÊS VEZES num período de dois dias; E todo dia tem alguém nos visitando na Animal House, o que confere um clima de participação especial em seriado dos anos 80 a minha semana (falta só um bordão e instalar uma claque no batente da porta).
Sei que assim que Tamara estiver por aqui me fazendo companhia, tudo vai ficar mais prazeroso. Até lá, vou me divertindo com a presença espirituosa, os comentários, discos e livros do Pedro, as visitas da Bia, as saídas com a rapeize, os prováveis ensaios com o Lima e a possibilidade de sempre matar trabalho escrevendo nesse blog. Espero só que até lá eu não tenha virado um desses "carioca-babaca-que-se-mudou-pra-sampa" típicos, daqueles que andam fantasiados de Rio de Janeiro em São Paulo, dizendo que gosta de praia, funk e pagode e falando gírias forçadérrimas, mas que ao cruzar a fronteira começa a falar mal do Rio e dizer que está contente em fazer parte da locomotiva do Brasil.
sexta-feira, agosto 01, 2008
Jared Leto não quer a fama
Ok, muita droga na mente. Mas fora isso, ele não tinha um assessor, empresário, ao menos um parente que dissesse a ele "olha, fofinha sua síndrome de Peter Pan, mas não dava pra escolher um estilo que pelo menos alguém ainda leve à sério... E tentar fazer tudo de forma um pouco menos caricata?". Bem, ao que parece um toque familiar não seria dos mais eficazes, visto que seu irmão toca bateria na banda e seu pai, preso por cometer diversos tipo de crimes, não é exatamento o tipo a quem você pede conselhos, né?!
Longe de mim querer fazer intriga, mas o cara tinha a reputação inabalada até vir dar uns bordeios numa certa cidade litorânea brasileira, num certo fim de ano, com uma certa escritora-mutcholóki-fugaláçica... Pode até ser coincidência, mas foi logo depois disso que Jared apareceu de cachecolzinho, delineador e luvinhas cortadas fazendo rock baixos teores ridikly e constrangedor. Procurada para dar sua versão dos fatos, a escritora não respondeu porque está muito cansada devido a enorme quantidade de shows que frequenta.
quinta-feira, julho 31, 2008
Meu nome é Havanir! II

E não pense que a foto ficou ruim porque eu caguei com ela ao postar aqui, a qualidade é essa mesma, um borrão onde só se identifica o sorriso congelado da doutora (que é idêntico em TO-DAS as fotos, diga-se). Aliás, alguém precisa dar uma aula de photoshop pro webmaster do site, a Dra Havanir chega a aparecer mais branca do que o Maluf em uma foto! Sim, a página traz uma imagem da doutora ladeada pelo bom e velho Paulo Salim... Mas acho que da seção retratinhos, minha preferida é uma que a deputada aparece em pleno corpo a corpo, cercada de jovens, e com chifrinhos feito por um mais peralta. Sério, mostrou que tem bom humor e nonchalance ao postar a traquinagem. Phyna!
Mas Dra. Havanir - não podemos só elogiar, né? - é uma malandrinha. Para dar aquela engrossada em seu curriculum vitae, cita duas vezes que é advogada formada pela FMU - Faculdades Metropolitanas Unidas, médica dermatologista umas três vezes e médica do trânsito outras duas. Além disso, faz questão de colocar como experiência profissional o fato de ser mãe de dois filhos. Não que eu seja desses que pensa que criar filhos seja coisa pra amadores, mas ela também resolveu listar a profissão do pai (in memoriam, em sinal de respeito) e da mãe. Bom... prefiro pensar que, acima de tudo, Havanir é uma orgulhosa mulher de família. Essa já tem meu voto!
quarta-feira, julho 30, 2008
Meu nome é Havanir!
http://www.havanir.com.br/1024/intro.htm
Se eu votasse e São Paulo fosse meu colégio eleitoral, Havanir já teria meu voto garantido. Não só pelo uso mais sensacionástico da música-tema do Rocky, mas também - e principalmente - porque a voz ali não é da Havanir, mas da... Professora Cudi, do desenho do Fudêncio!!!

poooonto negativo!
terça-feira, julho 29, 2008
domingo, julho 27, 2008
HIMdículo!
Pros que duvidam, cinco palavrinhas: BAM-MARGERA-KAT-VON-D.
...Without any further questions, I rest my case!
sexta-feira, julho 25, 2008
Grandes figuras fodonas da humanidade - Apollo Creed

Apollo Creed, também conhecido na vida real como Carl Weathers, é um lutador de boxe, ator, puxador de ferro, gente boa 24/7 e o único humano capaz de usar uma cartola listrada em público e manter sua pecha de fodão.
Muitos de vocês devem conhecer Apollo como o negão gente fina que aceitou treinar o Rocky depois de ter sido vencido numa luta em que o Garanhão Italiano levou a melhor simplesmente porque levantou primeiro - a prova de que para roteiristas hollywoodianos, boxe ou uma brincadeira de "morto vivo" são a mesmíssima coisa. O lance é que O Doutrinador, o Mestre do Desastre, o CONDE DE MONTE FISTO, começou sua carreira como um linebacker dos Oakland Raiders e chegou a disputar a Liga Canadense de Futebol pelo time British Columbia Lions. Em 74 Apollo se aposentou dos campos para se tornar ator.
Sua breve carreira como ator é um pouco nebulosa e não há muitos documentos (tradução: não tem na wikipedia) que afirmem as razões e o momento exato que um dos três maiores boxeadores negros da humanidade decidiu largar essa pouco frutífera e quase totalmente desconhecida atividade prévia para abraçar sua verdadeira vocação: Sapecar o iaiá nos brancos apenas para, demonstrando sua imensa bondade, ensinar o caminho das índias para seus antigos alvos. Ninguém recebe a alcunha de doutrinador por acaso.
Como boxeador, Apollo Creed ganhou tudo e, não apenas isso, foi influência confessa de nomes como Muhammad Ali e Sugar Ray Leonard que, descaradamente, COPIARAM os mais famosos golpes e movimentos do nosso guerreiro dos ringues. Obviamente, as coisas seriam diferentes e Apollo receberia o reconhecimento merecido da imprensa especializada e dos demais colegas de profissão, não fosse nosso herói um orgulhoso representante da raça negra (no que foi influência também para James Brown, outro que ROUBOU sua música, vestimenta e passos de dança). É sabido que o boxe é um dos esportes mais racistas e segregadores da América, sempre privilegiando lutadores de origem anglo-saxã.
Mas Apollo não era apenas um militante das causas afro-americanas. Não, na época da Guerra Fria, num gesto de altruísmo e bondade, nosso Doutrinador decidiu retardar sua aposentadoria para lutar em nome da paz e, mais uma vez, tirar o couro de um branquinho azedo. O problema foi que esqueceram de combinar com os russos. Apollo, infelizmente, não pôde alcançar o objetivo de demonstrar que um negro americano e um branco soviético podem sair na porrada numa boa e isso não significar uma crise de mísseis. Tome essa, Bush!
Porém, ao contrário do que todos pensam, The King of Sting não morreu nos ringues. Essa foi apenas uma saída low profile pensada por um homem que nunca gostou de chamar a atenção. Se ele se vestia como uma mistura de Tio Sam e George Washington era simplesmente porque tinha orgulho dos ideais sob os quais foi fundado seus país. Se Apollo Creed está errado, bem, então eu não quero estar certo! Enfim, desgostoso dos rumos que a política imperialista vinha tomando, o Dancing Destoyer decidiu se embrenhar na selva com o governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e o governador de Minessota Jesse Ventura e resolver as coisas por conta prórpia. E por conta própria entenda-se metralhar, bombardear, aniquilar e destruir tudo o que se movesse... Infelizmente, nosso herói não contava que o que se movia era um caçador alienígena que podia ficar invisível, possuía visão de calor e um vasto arsenal de armas intergaláticas. Ficou pequeno pra ele.
Mas os ensinamentos de Apollo Creed peranecerão para sempre em nossos corações e mentes, toda vez que ouvirmos "Eye of the Tiger" na rádio, toda vez que corrermos pela praia usando shorts, meião e camisetas cortadas e, principalmente, toda vez que chamarmos o Sylvester Stallone pra porrada. For those about to boxing, we salute you!
quarta-feira, julho 23, 2008
Coisas boas também acontecem a gente ruim
Mas Deus é justo e eu acredito nele - acredito mesmo, mas curto mais aquela fase Velho Testamento, que Ele tinha uma pegada mais death metal, estilo "praaaaaga nos egípcios!" - e concedeu ao nosso excremencial roqueiro algo que ele pode se orgulhar por toda vida: Jimmy London é os cornos do pai do Michael J. Fox em Garoto do Futuro depois que ambos se transformam em lobisomens. Bota na tela!

No fundo, no fundo, eu queria me matar!
terça-feira, julho 22, 2008
Muito esforço pra pouca foda
Enfim, me conta essa pulguinha <Leão Lobo mode on> que certa noite, toda se querendo, recém-loira, arrastou um indie para seu ninho de amor. As primeiras apresentações anatômicas feitas e o rapaz vira para essa minha amiga - e aqui é preciso se fazer um aparte. Essa amiga é bem-humorada, sadia e resolvida, ou seja, não é do tipo que se assusta com pouca merda - e pede para que ela CANTE UM FUNK dizendo o que ela queria que ele fizesse com ela. Assim, vou repetir por partes pra vocês sacarem o nírvi: Não bastava cantar um funk, era um funk que precisava explicitar o que minha amiga desejava que o mancebo executasse em alguns pontos conhecidos e outros tantos que, talvez, ela precisasse ser até mais gráfica.
Aí eu me pego pensando aqui: Que homem que, ali na cara do gol, na sorte grande de ser levado pra casa da menina logo no primeiro encontro, decide que vai ser mais interessante propôr uma gincana? Não, porque elaborar um funk a não sei que horas da madrugada... Não era nem só vencer o ridículo, era ter que pensar em métrica, alguma melodia... LETRA, caralho!!! Eu fico imaginando minha amiga pensando "Putz, o que que rima com oral e encaixa?". É sério, quando o sexo casual com quase estranhos deixou de provocar só arrependimento no dia seguinte pra começar a causar vergonha alheia? Tomar no cu! E que tipo de cara era esse, anyway? Um cara que não ocnsegue diferenciar uma foda de dinâmica de grupo é o quê, um profissional de RH workaholic?
É por essas e por outras que eu acho que vocês solteiros tem mais é que não se fuder! Porque, ah só, periga acabar tendo que mandar um improviso pra conseguir um boquete ou ser comida de quatro com jeito. E pra quem interessar possa, sim, minha amiga mandou um funkão nervosaço pro cara que, óbvio, achou legal e não fez pourra ninhuma.
sexta-feira, julho 11, 2008
Riot e o mascote mais pertubador de todos os tempos
Exemplos não nos faltam, sendo o Eddie do Iron Maiden o maior, mais conhecido e bem sucedido deles. Mas outras banda também foram capazes de manter seus mascotes com semelhante sucesso: O Megadeth tinha o Vic, aquela caveira com os ouvidos, boca e olhos tapados (muito provavelmente, para não escutar, ver ou se pronunciar sobre as lamentações do Dave Mustaine), o Anthrax, numa inconteste prova de maldade, tinha um senhor careca de bigode, e o Slayer uma caveira com chapéu de soldado nazista (o fã-clube da banda se chamar slatanic whermacht também não ajudava a limpar a barra com a comunidade semita). Outras bandas preferiam opções mais econômicas, como os pãos-duros do AC/DC, que obrigavam o pobre Angus Young a fazer vezes de guitarra solo E mascote; Mas nenhuma banda, porém, teve mascote tão bizarro quanto o Riot. Nenhuma.
O Riot é um grupo de hard rock/heavy metal de Nova York que surgiu na década de 70 e, aos trancos e barrancos, sobrevive até hoje. Eles tiveram a manha de lançar um punhado de bons discos em seus primeiros anos, mas até aí foda-se. O problema é essa merda de mascote que eles criaram. Sério, olhem pra isso! Que porra é essa? Um ser de corpo róseo com um rosto que parece a mistura de um bebê foca com poodle e que nas horas vagas, como mostra a capa de 'Restless Breed', se transforma numa criança que usa terno. Sou só eu ou mais alguém vai ter pesadelos à noite?

Sinceramente não sei o que se passava na cabeça dos caras da banda* (*drogas, muitas drogas) quando decidiram que esse sim seria o personagem perfeito para fazer com que seus fãs se identificassem com o som. A não ser que o que o Riot esperava é que eles cagassem nas calças toda vez que decidissem pegar um disco da banda para ouvir.
Ou tem alguém aí que realmente olha pra essa mistura de poodle, bebê foca e gorila albino segurando um machado e pensa "porra, do caralho, fiquei fã e quero ouvir todos os discos!", ao invés de ser atormentando por ondas de terror inconsciente? Pois é... Mesmo que o metal seja um estilo que privilegie uma estética agressiva e coisa e tal, uma criatura híbrida de tanga azul cagando um pilha de crânios enquanto é perseguida por um boeing 737 não é a idéia de agressividade e radicalismo da maioria dos metaleiros, creio eu.
terça-feira, julho 08, 2008
Esse mundo é um caos, a vida é um caos, caaaooos!
A frase desse meu amigo dava esperanças que o futuro, então, redimiria nossa ignorância e colocaria o Coldplay no lugar que ele merece. A vala das bandas ridículas, ladeado por outras coisas que foram vendidas como manifestações geniais, tais como Libertines, Kasabian e Bonde do Rolê. O futuro, meus amigos, o futuro seria a verdade.
Daí você está ali, esperançoso do mundo e da raça humana, quando liga a tv e vê o Fresno, uma banda reconhecidamente equivocada em toda sua estética e proposta, dizendo, sem conseguir disfarçar o ar de orgulho 'adultinho', maduro, de músico sério, que foram muito influenciados pelo Toto na composição do úiltimo disco. Repetindo, pelo TO-TO! A banda que Liminha, outro ícone do equívoco musical, tinha como parâmetro há vinte anos atrás.
Quer saber, que venha o aquecimento global. Vai ser bem feito!
segunda-feira, julho 07, 2008
Moda em quatro atos
- Uau, o baterista do Sepultura vai abrir uma loja, cara!
- Foda, será que vai vender camisa de banda lá?
1998:
- É impressão minha ou todo mundo aqui nesse Mundo Mix usa camisas que fazem trocadilhos com marcas famosas?
- É impressão minha ou TODAS essas camisas são da Cavalera?
2002:
- Ontem eu vi uma camisa da Cavalera vendendo no camelô...
- Essa marca não tinha alguma coisa a ver com uma banda de metal?
2008:
- Por que o seu pai está usando uma camisa da Cavalera?
- Era do meu sobrinho. Ele ganhou de aniversário, mas teve vergonha de usar.

