quarta-feira, maio 21, 2008
Mutante que é mutante passa na Record
Uns amigos me explicaram no último final de semana que a trama se baseia nos experimentos de uma cientista interpretada pela Ítala Nandi que possui um mundialmente famoso laboratório de análise de DNA locaizado no Guarujá! Isso mesmo, naquele mesmo lugar onde o Chaves sempre dizia que queria ir, apesar de terminar mesmo em Acapulco. A Ítala Nandi ao que parece cria mutantes em escala industrial e eles, não sei por que cargas d'água, terminam morando numa ilha (que é, na real, a prainha, no Recreio dos Bandeirantes). Aliás, ao que parece não só os mutantes, mas todo o numeroso elenco da novela acaba indo, uma hora ou outra, se enfurnar no Recreio dos Bandeirantes. E olha, pelo que Caminhos do Coração dá a entender, sair do Recreio é uma tarefa hercúlea! Aceitem o conselho da novela e não se bandeiem praqueles lados, hein?
O capítulo que acompanhei mostrou o Gabriel Braga Nunes, um delegado-vampiro (ou delegampiro), quase não contendo seus impulsos assassinos pra cima de um ex-Global preso e desfalecido no laboratório da ítala Nandi. A cientista, aliás, adulava o ímpeto vampírico do Gabriel Braga Nunes com uma MOUSSE DE LEUCÓCITOS!!! Tão achando constrangedor? É porque vocês não presenciaram o diálogo; O Gabriel super despojado, dizendo que não tinha saco pra caçar presas depois de um dia de trabalho, enquanto dava colheradas na mousse. Vampirismo e informalidade - vanguarda! Havia uma outra cena que reunia o Tuca Andrada - pois é, mais um ex-Global. Ao que parece todos os ex-globais viram mutantes - , um ex-paquito e a Miss que namora o Aécio Neves! A Miss, me contaram, faz uma mulher-aranha, já o ex-paquito é um homem-cobra. Eles são um dos pares românticos, entenderam a sacação? Cobra, aranha, homem, mulher... hein, hein?
Bom, caso você fosse estúpido demais pra entender não teria o menor problema, porque em Caminhos do Coração é tudo muito bem explicadinho. Nenhum personagem dá dois passos sem dizer o que está fazendo e no que está pensando. Como as interpretações são sofríveis, o autor (aliás, quem comete essa obra-prima?) achou melhor fazer os mutantes dizerem tudo. E os diálogos não são só auto-explicativos, como também são auto-referentes. Por exemplo, o Gigante "interpretado" pelo Cigano Igor vaga pela mata segurando um mamão-papaia (que apesar do gigantismo do personagem, não era minúsculo como deveria), reclamando que agora não gosta de fruta, só de sangue (é, o Cigano Igor é um gigante-vampiro, um gigampiro), quando encontra Gelo. Gelo é um mutante parecido com o Ritchie, com hipoglós no rosto e um sobretudo de couro que, sempre ao se aproximar, exala uma fumaça de gelo seco. O Gigante então comenta que sentiu sua "presença gelada" e Gelo o interrompe dizendo que nem adianta tentar mordê-lo, pois ele congelaria antes de ultrapassar sua carcaça fria.
A batalha entre o mutante-que-se-parece-com-o-Ritchie e o Cigano Igor foi o ponto alto do capítulo que assisti. Entre ameaças de referências óbvias como "eu vou te transformar numa raspinha sem sabor" (afinal, ele é o Gelo, sacaram?), ataques de fúria vergonhosos do Ciganão e efeitos especiais de quinta, o Gelo acabou congelando seu oponente e saindo fora, de boa. Eu fiquei sem entender porque eles se enfrentaram à princípio, visto que um estava procurando sangue e o outro deixou claro que o dele ninguém chupa. Enfim, acho que lógica é o que menos importa quando se trata dos mutantes do Bispo Macedo.
terça-feira, maio 20, 2008
Chorão cantou, eu concordei
Para essa nova sessão teremos o auxílio do vocalista, skatista, roteirista, porradeiro e ídolo de toda uma geração, Chorão do Charlie Brown Jr! A coisa toda é muito simples, eu pego algo que o Chorão cantou e, automaticamente, concordo com ele. Tipo assim:
Chorão mandou: Minha vida é tipo um filme de Spike Lee...

E eu concordo. A minha também, quando não é cheia de rancor, é chata pra caralho!
Pergunte ao Granamyr

Querido Dragãozão bonitinho, eu uso galochas xadrez, óculos de armação grossa e sou incensada na Mtv e na Rolling Stones, mas tenho medo de as pessoas não gostarem da minha música. O que eu faço? Sensação adolescente do myspace, SP
Mallu Magalhães, eu sei que é você, ser desprezível! Deixe de se comportar como uma debilóide e conte com o inefável mau gosto de seus iguais para ter sucesso.
Granamyr, oh grande sapiência de Etérnia, me ajude. Como posso fazer minha arte ser levada a sério se as pessoas não entendem as fotos que tiro com minha Lomo? Artistinha da Facul, RS
Tente beber cianureto e deixar a terra livre do seu peso inútil, reles mortal.
segunda-feira, maio 19, 2008
A fama, enfim
As cinco questãs estão aqui e, apesar da megalomania mode on, digo que todo o resto do site vale sua lida.
Bate o pé, bate a mão, a cabeça e o coração
E por favor, atentem para os comentários desse vídeo:
"3 palavras: Pegada, Feeling e raça!"
"Existiu Jimi Hendrix.
Existiu Robertinho do Recife"
"eddie van ... foi quem copiou robertinho meu vei,nao adianta... "
"O Robertinho já tava uns dois mil anos-luz à frente do Van Halen em termos de técnica. Aliás, já tinha gente nessa posição antes mesmo do VH surgir... "
E last, but not leat:
"eh um milagre um nordestino ser reconhecido pelo seu trabalho aki no brasil
o robertinho eh realmente foda..."
Wander Taffo, descanse em paz. Descanse sabendo que Robertinho continua aí, o milagroso nordestino, imbatível no tapping, anos-luz a frente do Van Halen e profissional na arte de ser foda. All hail Robertinho!
domingo, maio 18, 2008
Diretrizes Robocop
8- Falar o que quer que seja numa conversa com designers, estudantes de desenho industrial e publicitários.
Eu queria ser melhor, eu queria ser sincero. A culpa não é minha, são as minhas diretrizes Robocop que não permitem.
- Glauber Rocha é gênio, Menezes. Gênio!
- Eu... dzzz... concordo... dzzz... plenamente!
quinta-feira, maio 15, 2008
Voadora - estilosa e fatal
Pensem bem, não existe nada mais constrangedor que assistir a uma briga de amadores. Os socos são mal dados, sempre tem puxão de cabelo, os chutes costumeiramente erram o alvo e os oponentes sempre acabam com a gola da camisa desbeiçada, os braços lanhados e aquelas bochechas avermelhadas de gordinho na aula de educação física. Um ter-ror! É por isso que eu passei anos pensando em como destruir meus inimigos e, ao mesmo tempo, não abrir mão da graça e do estilo que tão arduamente cultivo e mantenho a quase três décadas.
Se esmagar idiotas com atitude e muito estilo também é a de vocês, eu tenho apenas uma palavra: Voadoras! Sério, não há meio mais fuderoso e que indique "lá vai um verdadeiro campeão das ruas" do que acertar uma poderosa voadora no peito, cabeça ou estômago adversário e encerrar a contenda. O golpe popularizado por filmes de artes marciais ao redor do mundo reúne duas coisas supostamente ridículas para uma briga de rua (pulos e chutes desferidos numa altura improvável), mas que unidas formam um combo de extrema destruição física e moral. Só há uma sensação mais forte que ganhar na porrada de alguém com uma mortal voadora, perder pra alguém que dá voadoras em brigas. A humilhação é insuportável.
Porém, para garantir que seu golpe combinará os três elementos necessários - a saber, estilo, força e eficiência - , é preciso treinar bastante e levar em conta algumas regras básicas: O salto deve ser dado com as pernas recolhidas, o que facilita que o golpe seja desferido com velocidade e de forma satisfatória; O chute deve sempre ser dado com a perna reta; É preciso se projetar em direção ao inimigo, pular e chutar parado não rola, é coisa de melódico; O corpo, uma vez no ar, precisa pender um pouco para trás, as mãos ficarem em posição de defesa e o pé virado, a fim de atingir horizontalmente o oponente. E lembre-se, não importa o tamanho do adversário e sua falta de habilidade, treino ou noção de luta, a voadora está dentro de cada um de nós.
Agora que você já sabe tudo o que precisa sobre esse golpe titânico, mãos à obra. Apodere-se do espírito de Lindomar, o Sub-Zero brasileiro e vá para as ruas fazer justiça com as próprias pernas. Hai!
segunda-feira, maio 12, 2008
Porradarias dos anos 80 que eu gostaria de ver
He-Man x Lion-O: O príncipe e defensor de Etérnia e o líder dos Thundercats numa interminável luta sangrenta para decidir quem foi a maior inspiração para gays musculosos ao redor do mundo.
As armas: As espadas de greyskull e a espada justiceira, respectivamente. A primeira era o item mais desejado de todo um planeta, capaz de transformar um príncipe que andava de colete rosa num mistura de Conan com surfista. A segunda aumentava de tamanho, lançava raios e era mais conhecida por ter uma espécie de bat-sinal para chamar os amigos toda vez que seu dono se fudia.
Mais provável vencedor: He-Man. Convenhamos, mesmo que ambos tenham liderado os mais poderosos times de heróis da tv nos anos 80, ainda é covardia fazer um garotinho que se desenvolveu numa viagem interestelar enfrentar um cara que é literalmente a epítome da masculinidade. Fora isso, Lion-O (um nome mais adequado pra um rapper gay) nunca sabia muito o que fazer e, costumeiramente, precisava ser guiado por Jaga, o espírito de um velho mentor. Tods nós sabemos que garotos que precisam ser guiados por mestres anciãos (Luke Skywalker, Daniel Larusso) são muito inseguros, e caras muito inseguros não dão grandes lutadores.
Cobra Plisken x Mad Max: Os protagonistas de dois dos maiores filmes de ação pós-apocalíptica B ambientados ironicamente nos - então - distantes anos 90 se degladiam para provar quem é mais durão num mundo sem leis, sem água, onde Tina Turner é uma líder rebelde e, curiosamente, o Issac Hayes tem poderes para sequestrar o presidente.
As armas: Na real, qualquer coisa. Pedaços de pau, canos, pedras, seus próprios punhos e, muito provavelmente, revóvleres e escopetas antigas modernizadas com o auxílio de cenografia e mira laser.
Mais provável vencedor: Mad Max. Nem tanto pelo fato de o cara ter se vingado de uns motoqueiros que mataram sua mulher, sua filha e seu melhor amigo (!!!), mas porque o Cobra Plisken deve ser o herói de filme de ação menos intimidador que já fizeram. Era só o Kurt Russell com tapa-olho e tatuagem tomando um calor do Isaac Hayes e tendo que enfrentar bandidos com a ajuda do Ernest Borgnine (o que já tira muito de sua credibilidade de herói). Além disso, mesmo sóbrio e contra um oponente não-judeu, Mel Gibson ainda parece mais capaz de dar uma surra no louco lobo dos mares, Capitão Ron.
Arnold Schwarzenegger de Comando para Matar x Arnold Schwarzenegger de Predador: O Coronel John Matrix e o Major Alan Dutch em alguma selva de algum país da América Central numa porradaria que só acabará quando um deles explodir os orgãos internos de seu oponente e então se tornar o único governador cyborg da Califórnia.
As Armas: Armamento pesado de uso exclusivo do exército conseguidos com espantosa facilidade, um facão e toneladas de esteróides anabolizantes.
Mais provável vencedor: Levando-se em conta que Conan, o Bárbaro foi impedido de participar por já ser detentor do título de fuderosidade máxima universal, essa será uma decisão difícil e certamente decidida por pontos. Ainda assim, aposto no Major Dutch nessa contenda. O motivo é bem simples: Enquanto Major Dutch lutou e venceu com suas próprias mãos um alienígena caçador gigante capaz de dizimar uma equipe que contava com Bill Duke, Jesse Ventura e Apollo, o doutrinador, John Matrix só foi capaz de aniquilar o sequestrador da sua filha e seu exército particular com a ajuda de lança-mísseis e de uma aeromoça! E o sequestrador em questão era um cover do Freddie Mercury de camisa furadinha que atendia pelo nome de Bennet. BENNET!!! um nome que remete a institutos de educação, cachorros de seriado e coisas fofinhas.
sexta-feira, maio 09, 2008
Claudia Leitte, uma análise literária
Uma crianca eh como uma estrela
Estamos no ceu se podemos te-la
Olhamos para o ceu se queremos ve-la.
Logo no terceiro verso temos uma afirmação um tanto polêmica, afinal, o tipo de gente que "está no céu" quando finalmente pode "ter" uma criança são aquelas que nunca são deixadas a sós com crianças e tem seus computadores confiscados pela polícia federal. Também não fica muito claro em que lugar do mundo você precisa olhar pra cima para ver crianças. Será que em Salvador as pessoas lançam crianças como foguetes?
E lhe ensinamos:
A soltar pipas,
Fazer rimas,
Ou um barco, se nao gostar de rimar.
Ok, a coisa aqui evolui para a perversidade pura e simples. Vejam, para Claudia Leitte é oito ou oitenta, se uma criança não quiser aprender rimas com ela (e que tipo de rimas ela pretende ensinar? tê-la com vê-la?), ela vai obrigar a coitada a construir um barco! Vocês tem noção do descabimento entre aprender a rimar e contruir a porra de uma embarcação capaz de transportar pessoas através do oceano?!?! E fica a dúvida, se Claudia Leitte constrói barcos tão bem quanto rima, você daria um passeio numa escuna projetada pela cantora?
Se nao comer, nao brinca,
Se nao estudar, nao vai ao aniversario da Julia.
Se voce errou, nao minta.
O que voce fez assuma.
Ficamos sem entender direito, mas parece que o aniversário da Julia deve ser uma puta coisa legal pra se perder. Vou até passar a estudar mais e ver se sou convidado pra algum.
"Pipa, Papel.
Hein?
Barco.
Nao, Senhor, eu fugi de trem."
Aqui nossa poetisa decide fazer uma brusca mudança de estilo e ataca com versos dadaístas que indicam a fala débil de algum fugitivo (notem que todo verso está em aspas). Não fica muito claro se o tal fugitivo não estava familiarizado com uma pipa e com o papel, nem porque seu interlocutor confundiu um barco (novamente, uma fixação) com um trem.
Escola?
“Ah! Merenda.”
Se comer, apanha!
Quer viver, aprenda!
Aprenda logo a roubar."
Aqui as coisas ficam ainda piores para a pobre criança. Três versos acima, Claudia Leitte diz que se não comer não tem brincadeira, só para depois, em um desdobramento cruel, falar que vai bater na criança se ela ousar se alimentar. O lance de incentivar crianças a aprenderem a roubar o mais cedo possível também não vai garantir a autora uma posto de embaixatriz da UNICEF.
Pedofilos, Parasitas, Patifes
e ateh um bando de Politicos.
Baratas, Barbeiros e outros mosquitos.
Talvez ela não saiba, mas barbeiro não é um mosquito.
Uns repousam sobre as feridas e as remelas,
outros trazem febre, que nao importa se eh amarela,
fazem a crianca colorida, acinzentar.
Ou Salvador é habitat de uma raça especial de crianças coloridas que são lançadas ao espaço ou seria bom alguém fazer um teste anti-drogas em Claudia Leitte.
E o silencio sempre reverbera.
Nesse mundo onde a beleza impera,
Nao tem espaco para a crianca sonhar
E a gente que nao eh crianca,
Nem pensar em cochilar!
Esse verso me deixou verdadeiramente confuso. Depois de desfiar um rosário de todas violências possíveis sofridas por menores de idade, a cantora diz que esse é um mundo onde "a beleza impera"?! Impera pra quem, pra ela e pra gente do quilate do Rei Herodes?
Pedir a Deus pra nao nos deixar sentir a dor da mae de Isabella,
Acreditar na historia da Cinderela
E continuar a caminhar.
Se “nem tudo que eh licito eh honesto”,
Apenas a confianca no PAI nos ajuda com o resto.
Por que um adulto vai pedir para acreditar na estória (e não na história) da Cinderela, uma princesa feita de empregada pela madastra? De que forma isso pode auxiliar a aliviar a dor pelos problemas vividos pelas crianças no Brasil? E como assim, "nem tudo que é lícito é honesto"? Ela não citou nada nem próximo de ser considerado lícito ou honesto nesse poema, só um monte de barbaridades tidas como crimes hediondos!!! Sério, acreditar no PAI e na Cinderela não vai melhorar em porra nenhuma, Claudinha.
quinta-feira, maio 08, 2008
Cantinho da poesia by Claudia Leitte
Atenção, repetimos, não é uma piada (leiam esse poema épico até o fim e vocês verão que não há necessidade). Ela realmente escreveu um poema e enviou aos jornais através de sua assessoria. Sintam que o lance é de conteúdo social, tipo dedo na ferida mesmo. Lá vai:
Gosto de criancas.
Seus sorrisos sao verdadeiros
Uma crianca eh como uma estrela
E lhe ensinamos:
“Vah a escola,
Porque quem sonha alimenta o futuro,
Crianca brinca o dia inteiro.
“Se nao comer, nao brinca,
A educacao, o cuidado.
Pipa, Papel.
Escola?
Quantos anos voce tem?
Nao ha respeito.
Pedofilos, Parasitas, Patifes
Uns repousam sobre as feridas e as remelas,
Barrigas grandes de vermes,
Silencio de um povo que segue
Ninguem faz absolutamente nada!
Umas são espancadas,
Minta, chore, mas corra.
E o silencio sempre reverbera.
Pedir a Deus pra nao nos deixar sentir a dor da mae de Isabella,
Juro por tudo que é mais sagrado que não adaptei, suprimi ou mudei uma vírgula de lugar. Ela realmente escreveu isso! Mayra Dias Gomes perdeu o posto de rainha literária desse blog.
quarta-feira, maio 07, 2008
Separados no nascimento: Creepy sex appeal edition
Discriminação racial em desenhos animados
Sério, tive a confirmação da minha abalizada teoria quando um amigo próximo disse que está desenvolvendo uma animação para a tv canadense. Sinceramente não lembro de absolutamente nada sobre a trama, acho que envolvia um peixe que era agente secreto e andava na superfície, algo assim. Crível, as always! Mas o que despertou a certeza de que, mais uma vez, eu enxergo o que vocês da plebe ignara não conseguem foi ele ter falado do "personagem cômico" do desenho. A saber, um macaco.
Até aí, tudo bem, nada contra macacos exercendo papéis relevantes na indústria do entretenimento, muito pelo contrário. Porém, já notaram como todo macaco de desenho animado guarda, constrangedoramente, semelhanças com esteriótipos de negros da tv e do cinema? Podem reparar, o macaco é sempre desenhado com bonés pra trás, se comunica através de gírias, é de uma ignorância engraçadinha e precisa da ajuda do protagonista até pra descascar suas bananas. Macacos de desenho são os 'token black guys' da animação!
Fazendo uso de elementos tido como universalmente modernos, os produtores preconceituosos aproveitam então para criar um racial profile disfarçado, já que todo macaco de desenho animado, além das características acima citadas, é sempre acusado de nunca querer nada com a hora do Brasil, só se interessar em comer bananas e ficar de papo pro ar. Maguila, o Gorila e Jake, de "Meu Amigo da Escola É Um Macaco" (provavelmente o desenho mais desavergonhadamente racista dos últimos tempos) são os principais [únicos] exemplos que me vêm a cabeça agora.
Durante os anos, entretanto, outros animais graciosos também foram usados para propagar idéias racistas. Lembram do Zé Colméia, que andava ao ritmo do bebop, improvisando skats e dancinhas e ASSALTANDO famílias na compania de um menor? E o urso do CABELO DURO, que só queria saber de matar a sua larica e andar numa moto invisível, uma clara esteriotipização racial de usuários de drogas? Isso sem falar em Faísca e Fumaça, os Black Crowes, que eram vagabundos, assaltantes de plantações de milho e baderneiros no sul dos Estados Unidos.
O mais confuso e desconfortável dessa história toda é pensar que esses desenhos foram todos prduzidos por estúdios dirigidos por judeus americanos, o que adiciona um tempero social bizarro nessas críticas e me faz querer parar por aqui antes que eu seja processado.
segunda-feira, maio 05, 2008
Separados no nascimento: Nerdario edition
sábado, maio 03, 2008
Bombom, um doce gay-friendly
Ok, a parcela feminina que lê esse blog deve estar pensando "e daí, grandes merdas comer bombom", mas a ala masculina que passa por aqui de vez em quando deve me entender. Há um certo pesar em um homem admitir que se atraca com caixas de bombom, simplesmente porque bombom é a sobremesa mais gay/mulherzinha/vamosassistirsexy&thecityjuntosechorar que existe! Pensem comigo, são bolotas de chocolate recheadas que são batizadas (!) com nomes como "Alô, Doçura", "Kisses", "Sonho de Valsa" e "Serenata de Amor" (!!!). Serenata de Amor? Sério, alguém conhece algum outro tipo de serenata? Serenata de ódio, serenata de indiferença, serenata de sentimento maduro e sensato em relação a um outro adulto?! Para completar, bombons costumam vir embalados em multicoloridos e pintosos papéis celofane. A única coisa mais ridícula já feita com papel celofane que eu lembro foi aquele escudo gigante que o Super-Homem joga sobre os prisioneiros da zona fantasma no segundo filme da série.
O ato de comer um bombom também não é algo que deixa nós homens bem na fita. O bombom geralmente é pequeno demais pra uma boa mordida masculina, mas grande o suficiente para que você seja incapaz de lançar uns três de uma vez na boca. Fora isso, imagine um homem sentado, caixa de bombons no colo, desenrolado embalagens de celofane e se refestelando com a festinha de cacau e açucar em suas papilas gustativas. Aposto que vocês não queriam pegar seus maridos numa situação assim, hum?
Outra coisa que me irrita nesses docinhos é a sacanagem empregada pelos fabricantes. Será que os caras lá na fábrica da Garoto ou da Nestlé acha que somos todos estúpidos? Não adianta disfarçar, caras, nós sempre sabemos qual é o bombom com recheio de banana, ok?! Não cairemos tão facilmente em seus truques, não vamos nos deixar levar por nomes como "Tropicana", "Dominica" ou "Chiquita Bacana", a gente sabe que é só o velho e horrível bombom com recheio de banana-passa.
Se você tem alguma dificuldade em identificar o bombom de banana, use essa tática infalível: Espere algum tempo, o que sobrar na caixa é, 100% de certeza, o referido doce. Não há como falhar, os bombons de banana estão para as suas caixas assim como o cupim está para as churrascarias e a menina feiosa para as chopadas e churrascos da turma de engenharia: Ninguém nunca quer comer, mesmo que seja a única coisa disponível. É por isso que continuarei vigilante no meu ato solitário de comer bombons, o sabor banana nunca me pegará desprevinido.
terça-feira, abril 29, 2008
Ah, o jornalismo internético!

Daí novamente eu sento aqui, três da madrugada, no som rolando um cover de Rosa de Hiroshima by Salário Mínimo dando todo um clima trágico a cena, sem evitar o pensamento "Porra, e eu aqui desempregado...".
domingo, abril 27, 2008
Moleskine - um bloquinho superestimado
É só a porra de um bloquinho de notas, ora bolas! Quer saber o que existe de diferente nele? O preço que débeis mentais decidem dar em um conjunto de folhinhas que - oh, meu deus! - serve para escrever! Nossa, estou estupefato com essa invencionice. Um bloquinho onde você pode escrever e desenhar? Uau! Me conte mais, será que se eu arrancar as folhas elas... amassam?! Realmente, é um iPhone feito de celulose, hein?!
Controlem-se mulheres e homens apaixonados por modismos ridículos! Vocês não são o Tintin ou o Indiana Jones, portanto não tem um bom motivo para carregarem consigo um livrinho de notas pra cima e pra baixo. Para que fim realmente prático vocês usam o moleskine? Fazer conta, anotar o endereço da pedicure? Poupem-me!
quinta-feira, abril 24, 2008
Separados no nascimento: Hating the guts edition
quarta-feira, abril 16, 2008
Fecal material girl
E para vocês, fãs da Madonna, um recado: Não, não há nada de extraordinário e realmente criativo nela! A não ser que você ache realmente fantástico uma senhora de idade que se apropria de todas as tendências urbanas dos últimos vinte anos sopradas por ela por uma equipe profissional. Não, apelação sexual pura e simples não tem nada de contestador, é só, bem... apelação! E todas essas coisas de entrar pra seitas religiosas, assumir a personalidade de primeiras-damas argentinas, se fantasiar de japonesa, judia ou indiana, começar a falar com ridículos sotaques inventados e o caralho, isso não tem nada de artísitico ou vanguardista. Isso é esquizofrenia, porra!
Aceitem os fatos, a Madonna é só uma daquelas velhas viciadas em ginástica que querem a todo custo provar pro mundo que ainda são atraentes andando com gente ridiculamente mais jovem. Tipo um crossover entre "Mrs Robinson" e "Invasores de Corpos" gravado por cima de uma fita de aeróbica da Lygia Azevedo, sacaram? E se o caso for só necessidade de um role model, podem economizar o dinheiro com cds lotados de remixes feito por colaboradores que tinham três anos quando a cantora de fato escreveu sua última música. O calçadão da praia de Copacabana fica coalhado de velhinhas de collant cítricos fazendo exercícios de manhãzinha. Bem mais simples, diz aí!
segunda-feira, abril 14, 2008
sexta-feira, abril 11, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
Filmes que eu gostaria de ver
Meu Pai É Um Ninja - filho de casal recém-divorciado descobre que seu pai é, na verdade, um ninja que combate a Yakuza. Ação, aventura e valores familiares. Com Wagner Moura como o ninja.
Querida, Virei Um Labrador - cientista recém-casado ao testar uma nova fórmula acaba se transformando num labrador falante. Romance, aventura e leve zoofilia. Com Selton Mello no papel do labrador.
Superbad de Elite - Três amigos decidem comprar drogas num morro carioca, mas precisam fugir da perseguição de um capitão do BOPE. Ação, aventura e crítica social. Com Wagner Moura bisando seu papel de maior sucesso.
Ice Ice, Baby - Animação sobre Snow Kone, um boneco de neve que quer entrar no universo gangsta rap. Com Selton Mello na voz do rapper de neve.
Guerras Frustradas II, Com Chevy Chase - Chevy Chase vira presidente dos Estados Unidos e decide passar férias com toda família no Afeganistão. Humor, aventura e tensão diplomática de baixos teores. Com Wagner Moura no papel de Chevy Chase.
Será que ele é... Um Lobisomem? - Numa pacata cidade do interior, alunos de um colégio desconfiam que seu professor é gay. E também desconfiam que ele seja o Lobisomem que vem atacando jovens à noite. Com Selton Mello no papel do professor.
Vitor ou Vitória ou Vitor? - Um policial mestre em disfarces precisa assumir a personalidade de uma mulher que gosta de se fantasiar de homem para desvendar um crime. Suspense, aventura e algum romance meio dúbio. Com Wagner Moura no papel de Selton Mello.
Meu Marido é Uma Máquina - Soft-pornô sobre as agruras do casamento e do universo feminino. Dona de casa realizada e com vida aparentemente perfeita guarda um segredo: Seu marido é uma torradeira. Com Marcos Mion no papel da torradeira.
Central do Brasil 2099 - No Brasil pós-apocalíptico, uma senhora ganha a vida escrevendo cartas para o povo-toupeira em uma cratera nos escombros de Goiânia. Emoção, ação, aventura, romance, terror e suspense. Com Fernanda Montenegro no papel dela mesma, Wagner Moura como o povo e Selton Mello interpretando uma toupeira.
Meu Nome Não É Johnny, Porra! - Pornochanchada moderna. Garotão é sempre chamado de Johnny pelas cocotinhas da praia do Leblon, mas na verdade seu nome é Ernesto. Com Johnny Rivers no papel de Selton Mello.
domingo, abril 06, 2008
Ditadores fofinhos
- Eu faço biquinho, aperto os olhinhos e pareço o Chapolin!
sexta-feira, abril 04, 2008
cats and dogs have all the luck
Pois bem, o dia chegou hoje. Depois de quinze anos e um tumor estirpado que acabou voltando, a gente enterrou a Biga no jardim da casa de uma amiga da minha mãe. Bem, a gente não, eu não tive coragem de ir. Ao invés disso, sentei no chão da cozinha quando cheguei do trabalho, de madrugada, e fiquei ali algum tempo, me despedindo e comendo passas com ela. Biga adorava passas. E banana, e tudo mais que você oferecesse e fosse vagamente comestível.
Eu sempre fui contra ter animal de estimação (principalmente um do tamanho de um labrador) num apartamento pequeno, não achava legal pra ninguém. A Biga veio de uma fazenda, foi presente do meu tio a minha irmã Manoela, e conservou hábitos muito higiênicos e saudáveis até quando ainda tinha forças pra passear na rua. Sempre fez questão de só fazer suas necessidades no mato, como toda lady que se preza. Até pra sentar a Biga tinha porte e élan, juro pra vocês. Doía muito ver ela deitadinha o tempo todo na cozinha, ganindo de aflição por não conseguir levantar, o corpo já cheio de bolhas (acho que decorrência do tumor) e verruguinhas. Doía tanto que a gente até pensa que foi melhor ela ter ido embora.
A Biga era tipo prefeita aqui de casa. Entrava nos quartos quando queria, sem ser chamada, dando cabeçada nas portas. Acordava a gente quando achava que estava na hora de levantarmos da cama e darmos atenção pra ela. Gostava de parar com a cabeça no nosso peito quando estávamos deitados no sofá vendo tv e se sentia pessoalmente ofendida se a gente não dividisse o que estávamos comendo com ela. Um acinte essa gente que não lhe dava biscoito, queijo, sanduíche, chocolate, chiclete (bom, minha irmã mais velha está excluída desse item). Como eu disse, uma cachorra de personalidade. Vai deixar a casa um pouquinho mais vazia e sem graça e muitas saudades guardadas com a gente.
me levantaras como todas las mañanas, te recostaras en los pies de mi cama, desayunaré contigo en mi falda, saidremos hoy de paseo por la plaza/ se que lo harás por mi, se que lo harás por ti/ hoy no esta bien me dijo el veterinario/ la vejez e la muerte son cosas inevitables/ pero por favor shaggy no me dejes hoy/ shaggy mi querido amigo en peligro
terça-feira, abril 01, 2008
Quantas músicas do Seal você conhece?
A meu favor é preciso dizer que o trabalho era uma teta, apenas recepcionar o pessoal que pagou caro para ver o cantor careca fazer playback. That's right, o Seal largou um desavergonhado playback na frente de uma platéia ávida por seus, como direi, "sucessos" (ai gente, estou num cinismo louco hoje!). Para facilitar a recepção, escalaram ao meu lado uma menina muito simpática que veio de Queimados e ficou realmente transtornada por eu nâo tê-la, segundo palavras da própria, "amostrado o ator que entrou". Eu levei algum tempo para explicar que não era alguém exatamente famoso, era o Hugo Gross, porra! E não me perguntem como eu reconheci de cara o cidadão, eu simplesmente tenho bastante tempo livre e prefiro gastá-lo em frente à TV, ok?
Afora a presença de gente do quilate de Gyselle, Toni Garrido e Rafael Galego do Big Brother (todos enumerados por minha companheira de Queimados com uma ponta de inveja e deslumbramento), era supreendente o fato de que algumas milhares de pessoas terem saído de suas casas e gastado dinheiro em ingressos para ver o Seal cantar. Não porque eu ache ele um chato e o trabalho foi uma verdadeira tortura soft-pop com sintetizadores e bases eletrônicas, mas porque era humanamente impossível para mim que alguém conhecesse mais de duas músicas do cantor. Vocês conhecessem quantas? Lá na produção, o staff foi capaz de enumerar "aquela do filme do Batman" e "aquela outra lá...", mas empolgação de uma dona logo nos primeiros acordes da primeira música que ele dublou me fez perceber que estava errado. Ou que a bala bateu mais cedo do que o esperado naquela noite.
Como é presumível, a platéia era formada em sua imensa maioria por profisisonais liberais já passados dos trinta e querendo curtir um showzão de rock legal, numa boa. Saca o tipo de gente que é fã de Simply Red, Jamiroquai e Maroon 5? Pois é. Um casal em especial me causou uma espécie de revolta de classe, os dois deviam ter, no máximo, uns 21 anos - ok, eu já passei dos 21 anos faz tempo, mas continuo jovemjovemjovem, do exército do surfe, tá?! Sério, a única razão plausível que eu encontrei para um garoto dessa idade levar sua namoradinha a um show desses é a desculpa de que é seu aniversário de namoro, e que por isso, mais tarde, ele vai cobrar em cu o preço do programinha a dois.
Ver platéia - e animada! - nesse tipo de evento me faz lembrar de um amigo cujo nome prefiro não revelar, mas que já me confidenciou ter ido a um show do Flávio Venturini com toda sua família só para vê-lo cantar "Te amo, espanhola". A propósito, ele cantou "aquela do filme do batman" e "aquela outra lá". Em sequência.
domingo, março 30, 2008
Se o cinema nacional daqui é assim...
Um crítico de cinema chamado Dejean Magno Pelegrin, de quem eu nunca ouvi falar, disse que "as pessoas não podem dizer o que querem e depois ficar por isso mesmo". JU-RO! Não estou de sacanagem, um crítico de cinema acha que as pessoas não podem emitir opinião, afinal, onde é que nós estamos, né? Imagina se todo mundo começa aí a dizer o que pensa e ficar por isso mesmo, onde é que vai parar a autoridade de profissionais abalizados e mais perspicazes no entendimento de seja lá o que for, como o tal Pelegrin? Outra muito boa foi a declaração do Cláudio Assis, o cara que cometeu "Amarelo Manga". Segundo o rapaz, o Glauber Rocha é bom e pronto e não se fala mais nisso. Entenderam, né? Foda-se o que vocês acham, o cara é bom e pronto! Tenho pra mim que ele está tentando criar jurisprudência em casos de críticas negativas ao cinema nacional, uma bela forma de defender seus filmes de serem chamados do que são.
Mas o Cláudio Assis não parou por aí e ainda afirmou que merda mesmo é o Casseta & Planeta... O que não só prova que ele manja mais de humorísticos televisivos do que de dirigir filmes, mas também me deixa meio dividido. Pô, por mais acertada que tenha sido a declaração do diretor, o comentário do Marcelo Madureira foi a primeira coisa em anos dita por um membro do Casseta & Planeta com a qual eu concordei ou achei uma leve graça. Enfim, para os Claúdios Assis, Cacás Diegues, Pelegrins e quejandos só me resta dizer o seguinte:
quarta-feira, março 26, 2008
terça-feira, março 25, 2008
O gnomo argentino
Viram? Então, o que me despertou curiosidade não foi a veracidade do bicho. Tipo, caguei pratos pra existência ou não de gnomos, duendes, leprechauns, ogros e o caralho a quatro. O que me deixa realmente curioso é por que essas maravilhosas descobertas nunca são registradas por gente capaz? E capaz, assim, em todos os sentidos. Na boa, eu nunca vi um vídeo (fosse do monstro de Loch Ness, do Sasquach ou do ET de Varginha) que tenha sido filmado por alguém que entendesse de foco ou angulação! É sempre uma merda onde você tem que acreditar muito que aquela porra de borrão é um alienígena, um monstro ou o Elvis Presley fazendo compras de cuecas.
E por que esses vídeos sempre vêm de lugares inóspitos? Esse veio de Salta, uma província no extremo norte da Argentina... Puta lugarzinho merda pra um gnomo resolver dar as caras, hein?! Sério, se eu fosse uma criatura meio mística ou uma anormalidade maravilhosa, sabe quando que eu ia querer passar despercebido? Má nuuuunca! Ia tratar de aparecer no meio na torcida do Flamengo, em dia de final com Fla x Flu. E ainda seguraria um cartaz escrito "Galvão, filma nóis! Eu já sabia!".
Outra coisa que é bem comum nesses vídeos é que quem filma ou divulga nunca é, digamos... alguém em quem você acreditaria de olhos fechados. Pode reparar, são sempre umas figuras com pinta daqueles seguidores de Raul Seixas, seja nas excentricidades ou só no apreço por aquela que matou o guarda, if you know waht I mean. Olha a pinta dos meninos desse vídeo, a-pos-to que tavam na rua aquela hora fumando droga e pichando muro. Aposto!
segunda-feira, março 24, 2008
sábado, março 22, 2008
Invejinha branca
Não por acaso, essas meninas que tem fãs no próprio orkut que se dispõem a fazer esse tipo de mimo no photoshop são as mesmas que possuem comunidades como "Sua inveja é o combustível do meu sucesso", "Eu não me acho, eu tenho certeza" e "Sou legal, não tô te dando mole!". Ah sim, elas também fazem parte daquelas exclusivas tipo "Só Gatas - Orkut VIP" e se definem através de uma música do Lulu Santos ou " eu sou daquelas que tu gosta na primeira, se apaixona na segunda e perde a linha na terceira", do poeta maior dessa geração. Um lance, tipo assim, de nível.
Será que é por não ter tais predicados que eu nunca ganhei um presentinho desses? Sério, fica a dica, hein?! Quem quiser me agradar pode fazer uma montagem minha que eu deixo, tá?! Já até separei uma boa quantidade de fotos em poses meigas para vocês usarem à vontade.*
*(Preciso de amigos urgentemente, tá foda... Por favor, olhem pra mim!)
Beast-lazy
terça-feira, março 18, 2008
I don't wanna hear it
"O importante é entrar respeitando o adversário e saber que o importante é garantir os três pontos...", dita por algum jogador de futebol tentando parecer concentrado - Primeiramente porque é de um cinismo atroz um jogador que não preza nem o próprio sobrenome e não cansa de fazer merdas colossais vir falar justamente em respeito. Além do mais, é ignorantemente óbvio dizer que o importante são os três pontos. Ou eles acham que alguém na vida real levava à sério o Barão de Cobertin?
"Somos uma banda de rock, simplesmente. Esses rótulos são uma invenção da mídia", dita por algum integrande de banda horrível publicamente envergonhado com sua carreira pregressa - O que me irrita nessa frase é que se auto-classificar como 'banda de rock' é tão abrangente e vago quanto responder "sou terráqueo" ao perguntarem sua nacionalidade. Rock nada, você é emo, EEEEEEMOOOOO!!! Aceite a realidade.
"Cara, o Marcinho é quem mais joga na casa. Ele é muito jogador, é que a edição favorece quem quer!", dita por algum ex-participante do Big Brother Brasil eliminado prematuramente - Aqui a coisa é uma questão de falta de aviso: O programa é um jogo. A coisa mais corriqueira, natural e óbvia é que jogadores joguem quando em um jogo, porra! Na boa, nem para o QI de um participante de reality show da TV Globo é difícil captar isso, né?!
"Pra essa coleção eu me inspirei em Toulouse-Lautrec e nas formas bem delineadas dos figurinos dos cabarés. Há também uma clara referência do grafite e da música Disco, além de anotações do meu diário e em Bené, meu gatinho", dita por algum estilista mutcho loco em entrevista ao GNT - Convenhamos, dado o tipo de pessoa que leva moda à sério, seria bem mais digno responder simplesmente que não sabe o que é aquilo, que rabiscou qualquer coisa, cortou uns panos e jogou em cima de um bando de modelos. E foda-se!
"O cinema norte-americano vem dando claros sinais de esgotamento há pelo menos vinte anos, e essa premiação do Oscar é a prova incontestável!", dita por - quem mais? - José Wilker na transmissão do evento - Além de uma preguiça tamanha para tudo que o José Wilker faz, diz ou representa, o que me irrita nesse tipo de declaração é a dor-de-cotovelo mal disfarçada. Pois é, Zé, bom mesmo era "O Homem da Capa Preta"... NOT!
"Adorei o filme! Ele é ótimo, recomendo. O cinema nacional está de parabéns", dita por algum ator da Globo ao Video Show - Nem tanto pela falsidade, mas pelo corporativismo desavergonhado. Ou alguém realmente crê que um ator de novelas foi assistir "A Máquina", "O Coronel e o Lobisomem" ou "O Homem que Enganou o Diabo" por livre e espontânea vontade e não fez todos esses elogios apenas por se tratar de uma produção da casa, com atuação e direção dos seus colegas e superiores?
sexta-feira, março 14, 2008
Eu leio a edição nacional da Rolling Stone, tá?!

-The bourgeiosie had better watch out for me!
E uma dúvida? O que será que acontece se publicarem UMA edição da revista que não traga nenhuma menção ao CSS ou ao Bonde do Rolê? Será que ela se auto-decompõe, explode antes de chegar na banca? Estou desconfiado de uma versão hype do velho caso Rock Brigade/Angra.
Tipinhos cariocas
O coronel reformado copacabanense (figueiredus praianus) é uma das mais típicas figuras litorâneas do Rio. Encontrado em profusão no famoso bairro da zona sul, dividindo seu espaço nas calçadas com pombos, travestis, piranhas da Help e demais aposentados, tal figura é facilmente reconhecível pela vestimenta. Uma sunga. Exatamente, abdicando da formalidade dos tempos de caserna, o coronel reformado reduziu a indumentária ao extritamente necessário, a saber: uma sunga, tênis de correr com meia e um óculos escuros estilo Figueiredo (e o mais incrível está na dicotomia de considerar a meia essencial quando todo o resto se tornou supérfulo para ele). E pra que mais, não é verdade? Assim paramentado, o coronel reformado está pronto para frequentar a rede de vôlei do Posto 6, ir a padaria de manhã, comprar o jornal e fazer suas longas caminhadas pela orla.
A caminhada pela orla é, juntamente com o jogo de peteca e os almoços no Clube dos Marimbás, uma das três atividades principais do coronel reformado copacabanense. É em meio a essas atividades, sempre na companhia de outros oficiais da velha guarda, que o coronel pode discursar sobre a atual situação do país, sobre a quantidade de mendigos infestando as esquinas do bairro e combinar uma votação coletiva no Jair Bolsonaro para as eleições vindouras. O coronel reformado copacabanense ainda sonha com a volta do regime militar pra dar um jeito nessa zona.
A preocupação com o futuro e a saudade de quando ele mandava torturar uns universitários subversivos e dar sumiço nuns mendigos povoam a mente do coronel. Ah, e a época de sua junvetude, onde a diversão era mais ingênua e sadia! Aqueles tempos onde as meninas eram curradas nas festinhas e os garotões se reuniam pra espancar viado no Arpoador. Hoje em dia o coronel se queixa muito do rumo que seus netos andam tomando na vida. A garota sai toda noite com umas roupas esquisitas e só volta de manhã, já o netinho tem umas companias estranhas e agora decidiu fazer design na PUC. Assim o coração do coronel (que é safenado) não aguenta!
Mas o coronel reformado copacabanense é antes de tudo um bravo e não esmorece. Conta com o fiel apoio de sua esposa, dona Lila - Aliás, a esposa de coronel merece um capítulo a parte. Quer dizer, um capítulo não, um sub-capítulo... Ou uma notinha de rodapé. Apesar dos pesares, o coronel reformado copacabanense vai continuar acordando cedo, vestindo sua sunga, confabulando com os aposentados da roda de buraco do Posto 6 e dando ordens no porteiro, que ele nunca viu, mas tem certeza de que bebe no serviço e dorme escondido.
quinta-feira, março 13, 2008
Parem as rotativas!
Em nota paralela, Luiz Menezes, editor solitário desse blog, declarou "Foda-se, estou muito ocupado ouvindo Artillery!"
segunda-feira, março 10, 2008
Um é dois, três por cinco real
Assim, do ponto de vista mercadológico-cameloeiro é a melhor invenção do século. Pensa, você consegue inserir um vendedor - e não um vendedor qualquer, um com uma puta capacidade de convencimento pela repetição - num trajeto entre o ponto A e o ponto B feito a uma velocidade média de 50 kms/h. Se vivessemos numa sociedade de pedestres, seria como ter a compania de um queniano te empurrando caneta, chokito e bala de iogurte enquanto você tenta disputar uma maratona.
O vendedor geralmente aparece quando você menos imagina e nos horários menos prováveis. Afinal, quem é que tem estômago para torrone argentino às 8 da manhã? E quem vai se importar com a porra de uma caneta Big (isso mesmo, a caneta é Big e não Bic, pode reparar!) quando está cansado voltando pra casa? Mas é "o passatempo da sua viagem e a alegria das suas criança"(SIC). Sério, sabe qual seria um excelente passatempo pra minha viagem? NÃO ter alguém me empurrando o delicioso bombom de leite condensado, pacotes de bala de café e um suspeitíssimo Suflair - aquele mesmo que "nas lojas Americanas e padarias, senhores, vocês encontram por três reais, mas na minha mão, senhores, três é cinco".
Todo o potencial de concretizar o negócio está no discurso do vendedor. Ou ele é tão chato, repetitivo e num tom monocórdico que você compra só pra ver se ele pára de falar, ou é feito na base da intimidação subjetiva. Esse é o meu preferido, tenho que confessar. "Eu podia estar roubando, matando ou pedindo, mas estou aqui, senhores, vendendo a deliciosa bala de caramelo..."; Quer dizer, ele podia estar aí roubando... você!, mas decidiu só te vender uma balinha. Você vai desagradar um cara que entre te matar e vender doce ficou com a segunda opção? Eu não, na boa.
sexta-feira, março 07, 2008
Vá ao teatro, mas não me chame
Puta que me pariu, deveriam reanimar o Nelson Rodrigues somente para que ele saísse das tumbas e cuspisse em cima de todos esses clichês teatrais que atores obtusos da Globo adoram repetir macacamente como se fosse algo genial. Começando pelo fato dessas montagens serem uma puta armação, um lance feito para arrecadar grana, sem a menor interação entre os atores e a realização do texto. Chama a gostosinha que tá fazendo um papel de época na novela das seis, aquele galã meio esquecido, arruma um texto bacana e chama o João Falcão pra dirigir com cenografia da Bia Lessa. Pronto, taí o espetáculo montado e com fila na porta.
Assim, nada contra armações. Caguei pra essência e a pureza do teatro, mas já que o lance é todo um grande engodo, não rola de poupar a gente do discurso de atriz/ator realizado pela experiência transcendente? Ou ao menos inventar uns novos, porque eu juro que eu vou sangrar pelas orelhas a próxima vez que ler a fulaninha recém-saída do posto de Rainha de Bateria da escola de samba tal dizendo que "o teatro é onde eu me encontro nesse ofício lindo que é a profissão de ator". Dói, dor física, aguda e lancinante na parte frontal do cérebro, ouvir mais um merda que não deu certo como abdomen sarado dizendo "No teatro não há vaidades, aqui somos todos palhaços divinos!". Como diria um amigo meu "Páááára, por favor! Eu tenho doença, isso dói em mim!".
Outro dia no carderno de cultura uma atriz dava a seguinte declaração "Antes de pisar no palco, peço a permissão aos deuses do teatro". Alô minha filha, então, te disseram que você tá apresentando uma peça em TEATRO DE SHOPPING-PING-PING?! Vai por mim, muito provavelmente não tem nenhum deus escondido pelos corredores do Shopping da Gávea, viu? Pede permissão só a sua falta de vergonha na cara e cai matando. O que falar também de outra recente declaração de um ator que do alto de seu bom gosto afirmava que gostava de se concentrar ao som de Edith Piaf, de quem ele virou fã depois de ver o filme? Sério é tanto lugar-comum que ver o diretor da peça em questão falando que para ele "teatro é ritual" passa batido.
Eu queria ver mesmo era essa galera que gosta de brincar de teatrinho para produzir algum tipo de profundidade artística e aparecer em coluna social vomitando frases como "fulana é uma personagem mágica", "a aura do teatro é grandiosa" ou "fazer Nelson é um desafio, mas também uma bênção" caindo nas mãos de um porra louca tipo Cleso Martinez Corrêa. Vai fazer sexo grupal, ensaio de oito horas, se esfregar na lama, apresentar peça no sertão e depois vem me contar o que os deuses do teatro acharam da sua experiência, ok?
terça-feira, março 04, 2008
Fui querer ser simpático
- E aí, tá grávida de quantos meses?
- Oi?
- Você... Grávida. Quanto tempo?
- Há quatro meses...
- Ah, ainda tem quatro meses? Achei que já tava pra nascer.
- Não, não. Nasceu há quatro meses já!
- ...
- Poxa, olhando assim ninguém diz. Cê tá ótima!
Nota mental: Nunca mais puxar papo com desconhecidos.







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