sábado, setembro 19, 2009
The best of friends
- Um amigo meu uma vez me contou que dois camaradas da rua dele comeram o cu do Marquinhos Moura para entrar de graça numa boate do subúrbio. Ao que parece o promoter do show do Marquinhos, buscando aplacar o calor na bacurinha do cantor, pediu ajuda aos tais amigos desse meu amigo que, já que tavam ali sem fazer nada, tinha chegado meio cedo, mandaram ver. HISTÓRIA VERÍDICA.
- Meu antigo professor de baixo, ao me dar carona pra casa certa vez, virou-se do nada e, em tom confessional, disse que "nunca comeu tanta buceta quanto quando foi baixista da Kátia". Sim, ela mesma, a cantora cega apadrinhada pelo Roberto Carlos. HISTÓRIA VERÍDICA, apesar de que eu nunca tive coragem de perguntar a relação entre o elevado número de parceiras e a cegueira da artista. Achei melhor não saber...
- Eu tenho um amigo que, no auge do frenesi do ICQ e do Mirc, ficou tão dividido entre continuar o bate-papo com alguém que ele via todo dia e respeitar as necessidades fisiológicas do seu corpo (sim, estamos falando do número 2) que acabou sendo obrigado a fazer tudo de uma vez só. No lugar mais impróprio. HISTÓRIA VERÍDICA e que foi justificada com um singelo "ai, é que toda hora que eu tentava sair, abria uma janelinha nova".
- Já um outro amigo, exímio e famoso pegador de mulheres, ao dar carona para uma menina faminta sugeriu um lugarzinho novo, onde o pessoal ia pra comer qualquer coisinha no fim da noite, "O Discretissimu's*, conhece?". "É tipo essas temakerias?", quis saber a ingênua adolescente. "É, tipo isso...". HISTÓRIA VERÍDICA e provável argumento para um episódio de To Catch a Predator.
- Uma queridíssima amiga acreditou piamente por anos que uma dupla de DJs locais que atendia pela alcunha de "Zé & Gordinho" era, na verdade, uma só pessoa, o Zé Gordinho. Essa amiga, inclusive, passou anos cumprimentando um dos membros da dupla dessa forma. HISTÓRIA VERÍDICA que eu aposto que ela preferia esquecer.
- E last but not least, um amigo meu, tatuado e mau encarado, me confessou que quando mais novo, deu expediente como o AJ do Backstreet Boys cover carioca! O oficial!!! HISTÓRIA VERÍDICA... e não tem nem muito mais o que dizer disso, né?
* o nome do motel foi trocado por uma questão de copyright.
quarta-feira, julho 22, 2009
Figueiredo, nunca houve ditador como ele!
O General João Baptista não era só simpatia, o cara tinha estilo. Quem pode esquecer dele com seus Ray Ban Aviator espelhados, super up to date, de calças de montaria e botas, ou naquele clássico visual de sunga vermelha e tênis fazendo um cooper como todo bom general que se preza? Ele era tão style que depois até o merda do Agildo Ribeiro tentou capitalizar em cima da fama do nosso Presida passeando assim pela Lagoa - E ninguém me contou isso não, tá? Meninos, eu vi!

E não pára por aí. Ao contrário dos demais presidentes brasileiros que casaram com mulheres completamente alheias e chatas pra caralho, o Figueiredo foi ladeado pela inacreditável Dona Dulce. Porra, isso que era primeira-dama, meus caros! Perguntei aqui pra minha mãe e sua lembrança era de que a Primeira-Dama foi uma senhora "animada"... Já eu diria "especial". Sério, olha a carinha de Dona Dulce de quem não sabe nem que dia da semana é. Que casal, que casal!!!
- Estou adorando tudo, Joãozinho! - Porra Dulce, cala a boca!
E tinha aquela misantropia e asco sincero de brasileiro que fazem de qualquer homem um sujeito tão melhor e mais comovente, né? Nosso Prezida teve a manha de mandar na lata que preferia cheiro de cavalo a cheiro de povo e que queria mais que a galera esquecesse dele e fosse pra puta que lhes pariu! Sem contar aquele caso de mandar nego levar uma bomba pra Feira da Providência num possante Puma pra explodir com o show do Gonzaguinha (tem culpa ele?). Sério meu, você pode nem gostar, vai, mas tem que respeitar o trabalho do cara. Puta presidentão de responsa.
Acima de todas essas coisas, eu acho que me afeiçoei dessa maneira com o Figueiredo porque ele me remete a uma figura tipicamente classe média alta carioca. Aqueles velhos da zona sul que fazem cooper de sunga, frequentam a Hípica ou o Jockey Club e gostam de dar esporro no porteiro, na empregada da filha e no caseiro de sua casa em Nogueira se considerando uma eminência parda do mundo. Resumindo, tudo o que eu pretendo ser um dia.
segunda-feira, julho 13, 2009
Uma ode a Vitão Bonesso
Dito isso, gostaria de prestar uma homenagem ainda que tardia ao maior dos metaleiros paulistanos ridiklys, o grande Vitão Bonesso. Pra quem não sabe, Vitão é o cara que pilota o programa Backstage há sei lá quantos anos (um programa do qual eu só lembro a existência porque o Nicko McBrain parece só ter uma camiseta na vida!) e escrevia matérias para a Rock Brigade não sei quando. Fodam-se os fatos! A importância de Vitão Bonesso está além de suas atitudes e atividades. Tal qual um avatar, Vitão Bonesso É. Sua relevância consiste em existir... Pelo menos pra mim.
Vejam essa foto que coisa mais linda! Aos olhos da sociedade, apenas mais um gordalhaço de cabelo ridículo e visual constrangedor. Porém, para todos nós, apreciadores das maravilhas obscuras do mundo, um ser transendente em sua própria existência. Reparem na lona de caminhão que Vitão enverga quase como um Conde Drácula do Bexiga, na textura e caimento de seu picumã acobreado, na tez alva, nas profundas olheiras vermelhas e na fisionomia débil de nossos radialista predileto. Vitão Bonesso parece o Imperador Palpatine usando uma peruca estilo Luiz XIV. E vocês sabem, não dá pra ficar muito melhor que isso, dá?
segunda-feira, julho 06, 2009
Teatro Brasileiro em resumo
Ou é isso ou é Por Falta de Roupa Nova, Passei o Ferro na Velha.
quinta-feira, fevereiro 19, 2009
E o Oliveira hein, gente?
Enfim, esses dias me peguei pensando em como anda a vida do grande Oliverrá. Porque assim, num meio em que a capacidade sobre-humana para torrar imensas quantias de dinheiro nas coisas mais estúpidas, fúteis e ridículas parece ser regra, Oliverrá conseguia manter um papel de destaque. Pra começo de conversa, o atacante franco-maranhense possuía um falcão (de verdade!). Você consegue imaginar o que leva alguém a gastar alguns milhares de dólares num bicho em que você precisa colocar uma touca para mante-lo cego e que, no máximo vai lhe trazer uma codorna ou cotovia como prêmio de caça? Deixe-me reformular, algum motivo afora vontade de rasgar dinheiro pura e simples? Bom, talvez Oliverrá simplesmente AME codornas, vai saber.
Não bastasse o fato de ser eles mesmo um falconeer, Luis Oliveira tinha o hábito de adornar suas melenas naturalmente encaracoladas com fios de ouro, tipo uma balaiagem do Riquinho Rico. E daí a coisa chega num nível tal de displicência monetária que você começa a duvidar que esse cara seja sério e perfeitamente capaz de tomar decisões plausíveis (cabelo de ouro e um falcão, gente!!!). Ou talvez ele seja só um desses seres desapegados, muito mais evoluído que todos nós e não esteja nem aí pro sistema. De verdade. De uma forma ou de outra, eu fico pensando o que a vida fez do Oliverrá? Se alguém tiver uma pista, uma dica. Se alguém souber seu paradeiro, se o seu falcão passa bem ou se ele botou suas madeixas douradas no ebay, por favor, mensagens na caixa de comentários!
League of Crazy Fotball players/Falconeers... Asseeeeemble!
sábado, fevereiro 07, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
Pessoas que precisam ser paradas imediatamente: Lobão
Teu passado te condena:
Lobão começou sua carreria como baterista em uma banda que foi capaz de reunir no mesmo ambiente Ritchie e Lulu Santos sem abrir (ao menos até onde hajam registros) um vórtex de pela saquice e escrotidão, o Vímana. Saiu de lá brigado e foi emprestar suas baquetas para a mais completa tradução da excrecência musical 80s, a Blitz. Saiu de lá brigado também, logo depois de aparecer na capa da IstoÉ e sem assinar o contrato que o resto dos integrantes tanto almejava. Apesar de não estar certo de que sacanear o Evandro Mesquita é mesmo um ato de mau caratismo, isso ao menos já demonstrava que Lobão sempre gostou de andar em más companhias e tinha um pendor para a trairagem.
Highlights da existência:
- Lobão foi preso por envolvimento com tráfico e virou o inimigo público #1 dos anos 80, indo parar em Bangu 1 e fazendo amizade com a bandidagem reinante. Não existem comprovações de que ele tenha sido currado pelos seus companheiros de cela, o que denota fodismo em algum grau, ou uma titânica capacidade de sobrevivência (no 80s poprock pun intend here).
- Aquela estória de que ele foi no programa do Clodovil e respondeu que a sensação de cheirar cocaína era a mesma que o "entrevistador" sentia ao dar o cu é uma das maiores e melhores lendas urbanas contemporâneas.
- Mais ou menos ali pela virada dos anos 80, Lobão se tornou um especialista em dar entrevistas fuderosas, habilidade que ele carregou consigo até 2001, mais ou menos. Suas aparições no Jô eram particularmente espetaculares, com o cantor esculachando meia MPB e sendo especialmente malicioso com Herbert Vianna e Caetano (quando ninguém ainda fazia isso).
- Em seu ostracismo noventista, Lobão teve uma breve fase rolha de poço, onde ficou a cara de Pepeu Gomes. Rock on!
- Lobão fundou uma gravadora pra vender discos em bancas de jornal, o que, na boa, meio que foda-se; Mas vender uma possível coletânea sua ao lado do último número do Chico Bento era um exercício de humildade e uma prova de profunda noção em colocação de produto.
Time to Fall:
- Lobão tocou na noite do metal do Rock in Rio II e foi devidamente apedrejado depois de querer levar a bateria da Mangueira para tocar para uma turba de fãs do Megadeth. Deveria ter sido apredrejado simplesmente por ter dito que nada era mais pesado que a bateria de uma escola de samba. Meu deus, onde festivais como Milwaukee Metal Fest e Wacken Open Air estão que ainda não contrataram o músico como curador?!
- Lobão deu uma palestra no pilotis da PUC quando eu estudava lá e foi uma das coisas mais constrangedoras das quais eu participei (e, óia, eu já toquei num show com Forfun e Dance of Days!). Ele terminou tocando Help dos Beatles ou tendo um ataque epilético, não deu pra entender direito. Lembro que eu implorei pra ele falar mal de alguém. Não rolou.
- Depois de anos enchendo o saco de todo mundo se vendendo como um artista independente e íntegro que foi esperto o bastante para driblar a indústria do disco no Brasil, Lobão aceitou participar de um "Acústico MTV" e usou como desculpa um esfarrapado argumento de que aquilo, na verdade, era a forma dele mostrar como NÃO estava sendo cooptado pelas grandes gravadoras (?!?).
Conclusão:
Lobão precisa de uma intervenção porque já deu o que tinha que dar. Lobão precisa de uma intervenção porque virou VJ da Mtv aos 50 e tantos anos. E principalmente, Lobão precisa de uma intervenção porque é um cara que ama declarações mecânicas pseudo-transgressoras, tipo "Nelson Gonçalves foi o primeiro punk no Brasil" ou "O verdadeiro hardcore brasileiro é o frevo" ou a afirmação sobre o peso das escolas de samba lida acima. Numa boa, quão merda você precisa ser pra falar esse tipo de merda em público? Ou você se considera um gênio (coisa que, sua vida, seus discos e suas prezepadas já deixaram claro que você não é), ou você está caducando seriamente. De uma forma ou de outra, você precisa ir prum asilo right now!
* thanks to Napalm Death
sábado, janeiro 31, 2009
Caso as promoções de rádio falassem a verdade
E digamos que, por uma benevolência dos deuses, você é mesmo sorteado e, ora veja, ganha a guitarra do Metallica autografada pela banda na faixa! Puta merda, hein?! Você não só venceu alguma coisa na sua vida, como vai levar para a casa um exclusivo e caríssimo instrumento que foi usado pelo membro favorito de sua banda predileta e ainda terá a chance de conhecê-los de perto. Um momento inesquecível que lhe renderá horas e horas de diversão subsequente... Bom, ao menos é isso o que você imagina.
Na real o que você ganhou não foi exatamente A guitarra do Metallica autografada pela banda, mas UMA guitarra qualquer, nem mesmo parecida com o modelo usado pelos seus ídolos, comprada pelo departamento de marketing da filial nacional da gravadora da banda, que a cedeu para a a tal rádio mediante a execução de algum hit de qualidade duvidosa, não sem antes ter SILKADO algo vagamente semelhante com a assinatura do membro menos relevante do grupo no corpo dela. A única verdade é que, bem, foi de graça. Mas você precisa passar para retirá-la no escritório da gravadora no Centro, em horário comercial, a qualquer dia da semana.
Agora, caso nossas emissoras tivessem compromisso com a verdade, o tal anúncio seria mais ou menos assim: "A 87 dá para você 'você você você' (efeito de eco) uma GUI-GUI-GUI-GUITAAARRA Taaaagima VA-GA-BUN-DA (efeito na voz) com a assinatura de um membro - ou ex membro - do MEEEEEEETALLICA (BG com o riff mais reconhecível da referida banda) adesivaaaaado no corpo do instrumento - instrumento - instrumento (efeito de aceleração do pitch na voz)".
domingo, janeiro 11, 2009
O top 5 das piores idéias do mundo - casas noturnas
1 - A boate inflável do Parque do Flamengo: Pra começar, let's give credits where credit's due, right? A idéia de se construir uma boate inflável em forma de bolha num parque tombado pelo Iphan inspirou esse post, e só poderia ter surgido na cidade de São Sebastião, onde mais? Agora, se boate no Rio - lar de espécimes como a pirigétchi, o playboy folgado e o lutador de jiu-jitsu - é 90% das vezes sinônimo de porradaria e confusão, imagina como vai ser o convívio num lugar onde andar sem esbarrar nos outros não é só improvável como é impossível. Os cadernos policiais da cidade devem estar comemorando, já têm matéria pro verão todo!
2 - O restaurante das Supermodelos aberto em Nova York: Houve uma época, antes de celulares atirados, linha de roupas na Daslu e títulos de embaixatriz do Rio, que as pessoas realmente paravam pra prestar atenção no que Naomi Campbell fazia. Foi mais ou menos na mesma época em que restaurantes temáticos eram destino certo de turistas em férias nos EUA e o termo supermodelo ainda tinha alguma relevância. Enfim, Naomi e suas companheiras de passarela Elle McPherson e Claudia Schiffer tiveram a brilhante idéia de abrir um restaurante! Tudo ótimo, só esqueceram de avisar às moçoilas que modelos e comida são coisas que não estão exatamente ligadas no imaginário mundial. Porra, qual era o cardápio desse lugar? Cigarro de baixos teores, rúcula, cream cracker e cubos de gelo pra sobremesa?!
3 - O bar todo feito de gelo que existe em São Paulo: Quando decidimos sair de casa, geralmente é para irmos num lugar tão ou mais confortável do que aquele em que vivemos, certo? Errado, segundo a inteligência rara que abriu um bar todo de gelo em São Paulo! A idéia do bar é que você saia do conforto da sua casa e se meta num frigorífico para experimentar drink gelados servidos num copo congelado numa bancada feita de blocos de gelo. Uma prova de quão estapafúrdia é essa idéia é que, sabendo-se dos riscos de ficar exposto a temperaturas tão baixas durante certo tempo, você só é permitido ficar alguns minutos dentro do bar. E usando um uniforme cedido por eles! Quer dizer, você literalmente paga pra sentir frio e nem pode decidir o quanto quer ficar!!! É preciso dizer que a idéia não é original (não sei se isso é bom ou ruim) e que bares desse tipo existem em diversos lugares da europa, uma prova de que estupidez não tem fronteiras.
4 - O bar de oxigênio do Woddy Harrelson: Isso é sério, o ator hollywoodiano e doidão de carteirinha, Woody Harrelson abriu um bar cuja especialidade era vender...ar. Sabe aquele papo de que hoje em dia tudo é produto e, portanto, passível de ser comercializado? Então, nosso amigo Woody resolveu vender aos seus clientes algo que eles podiam conseguir de graça. Aliás, algo que eles podiam conseguir mesmo sem se esforçar: oxigênio! O pensamento do ator muito provavelmente foi: "Bicho, é a melhor idéia do mundo! Afinal, que não gosta de oxigênio? Quem não precisa de oxigênio?". A empreitada porém se mostrou pouco lucrativa (por razões óbvias) e Woddy se viu obrigado a tentar seu plano B: vender água salgada para peixes.
5 - A casa noturna virtual do Second Life: Precisa de explicação? Esse é um lance que nem dá pra zoar direito, sério. Quando li sobre essa bobajada de Second Life e show virtual, boate virtual, restaurante virtual, namorada virtual, foi como se um carrapato depressivo gigante surgisse atrás de mim e grudasse nas minhas costas. Aonde esse mundo vai chegar, minha gente? Frequentar uma boate criada num programa de computador é igual a esses anúncios de sexo pelo telefone. Você pode até fingir que é real, mas sabe que no fundo vai estar fazendo papel de palhaço.
sexta-feira, dezembro 26, 2008
Frases ditas como verdade, mas que são mentira
- Chico César in Mama África; Cuscuz Clã
Grande mentira. Por mais que o Chico César queira fazer vocês acreditarem nessa afirmação, amigos, ele não está falando a verdade. Aliás, essa é uma puta brincadeira de mau gosto. Tire pelo nome do disco onde se encontra essa pérola: Cuscuz Clâ? Não bastasse ele querer fazer trocadalhos no melhor estilo Carlinhos Brown, ele ainda decide por bem usar justo a KKK, um assunto, assim, super leve e propício a gracejos poéticos?!
Enfim, não é legal ser negão no Senegal, gente! O Senegal está em 168º lugar no nível de alfabetização mundial. Pra vocês terem uma idéia, nós que somos um povinho bem iletrado ocupamos uma posição 78 casas acima!!! Outra, sabem qual a religião predominante no Senegal? O islamismo! Pois é... Vocês sabiam que o Senegal só conquistou sua independência em 1960? Antes disso, eles foram colônia francesa, e vocês tão ligados como é que rolava o esquema nas colônias francesas na África, né? Não tinha nada de "La Vie en Rose", rapaziada. Nada!
Pra piorar a situação, apenas 30% da população senegalesa é urbana e a parte oriental do país está quase deserta. O Senegal lidera o bloco de países de baixo IDH, ficando na 156ª posição, bem atrás até mesmo dos territórios ocupados da Palestina, do Turcomenistão e Nicarágua. Portanto, quando vocês ouvirem algum poetinha MPBelho cantar versos como esse, dêem pra ele uma passagem pro Senegal. Só de ida, que é pra ele aprender a não brincar com a desgraça alheia!
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Por que eu me lembro desse tipo de coisa?
Por exemplo, estava relembrando aqui de uma época mágica quando a música da Bahia nos brindou com estilos musicais muito mais criativos que a Axé Music - um nome por si só extremamente babaca e noventista, parecia coisa de campanha da W/Brasil. Tipos, alguém mais aí se lembra das maravilhas rítmicas do Fricote? Ou do balanço e picardia contagiante do Deboche? Juro, isso já foi estilo musical e tinha até clipe no Fantástico!!!
Pra não ficar parecendo que eu simplesmente catei dois nomes engraçados (repita "deboche" em frente ao espelho com entonação soteropolitana e você verá se não renderá algumas risadas solitárias) e inventei uma besteira para atualizar essa merda, aqui vai informação documental válida: Luís Caldas era o rei do Deboche, já dois grandes representantes do Fricote (estilo inspirado, eu acho, num som de Caldas) eram Sarajane (que era tia de duas gêmeas que moravam no 19ª andar do meu prédio, segundo as próprias) e o inacreditável Cid Guerreiro, um misto de Dave Lee Roth e Dee Sinder de Todos os Santos.
Bom, depois disso, como bem disse Leila Lopes, nada mais me lembro. Acho que foi porque eu parei de assistir ao programa da Mara Maravilha, onde esses artistas iam com certa frequência, ou porque a galera traiu o movimento Ilê e se vendeu ao sistema (o Cid Guerreiro, por exemplo, foi fazer música pra Xuxa. Pra Xuxa, cara!!!).
Para terminar esse post memorável, deixo vocês com um clipe lindo feito pro youtube com Margareth Menezes levando um cover de "Madagascar", da clássica Banda Reflexus (que voltou, olha só!):
segunda-feira, dezembro 22, 2008
Frases que eu não entendo
Juro que fui pesquisar pra ver se não estava falando besteira como no tópico do Dave Mustaine e desenhos da Warner (como o Bá bem apontou, me fazendo passar por sessões de humilhação psicológica. WaLeW,KrA!). Segundo o Newton e suas leis, esse ditado só teria sentido se fosse algo como: "A força do meu sucesso é igual a aceleração da sua inveja vezes a massa de gente ignorante que gosta de repetir esse tipo de idiotice em pára-choques de caminhão ou adesivos no vidro traseiro da van".
sexta-feira, novembro 14, 2008
Absurdette Tattoo Parlor III
- Opa, legal! Você já tem alguma idéia?
- Então cara, olha que massa, mandar um tubarão-tigre!
- É uma...
- Mas não um tubarão-tigre, tubarão-tigre, biologicamente falando. Queria, na verdade, uma fera metade tubarão, metade tigre. Massa, hein?
- ...
- Pô, e se desse, fazer assim ele com a boca abertona, assim. E a língua dele podia ir virando assim, uma naja cromada, cara!!!
- ...
- E com olho de rubi. E que dispara raio-laser.
Absurdette Tattoo Parlor II
- Tudo bem, você tem uma idéia de desenho?
- Então, tô afim de mandar uma indiazona aqui com a cara da minha mina, rola?
- Rola, rola...
- Mas oh, minha mina é preta, brother.
- ...
- Acho que tu vai ter que mandar um lance, assim, meio miscigenado né, brother?
- ... É?
- Bom, tecnicamente vai ser mais uma cafuza que uma índia, né? Mas tu bola aí.
Absurdette Tattoo Parlor
- Beleza, a gente faz...
- Mas assim, embaixo eu queria largar um pitbull babaaaando sangue! Tipo, o protetor do Merlin, saca? Vai ficar irado!
- É, pode ficar legal...
- Só que é o seguinte, eu tô fazendo concurso pra Polícia Federal, então rola de mandar ela assim, ó, desse tamaninho aqui em cima?
segunda-feira, outubro 27, 2008
Dave Mustaine, some kind of asshole
Ou eu estou correto (como, aliás, quase sempre ocorre no MEU blog), ou há um outro motivo muito mais complexo e, quiçá, altruísta para o Sr. Mustaine aparecer em formato celulóide num desenho da Disney, ensinando os intrincados segredos da arte do metal para Gaguinho, Patolino e Marvin, o Marciano. E como bom chefinho e "mentor criativo" de sua banda, é claro que Dave extendeu o convite a seus escra... digo, companheiros de banda. Danny Ellefson deve estar mesmo cheio de contas atrasadas em casa para se sujeitar a esse tipo de coisa... Apesar de que, sejamos francos, essa versão animada de "Back in the Day" é mil vezes melhor que os últimos, hmm, dez clipes que a banda fez!
(Destaque para a apresentação da banda a cargo de ninguém mais, ninguém menos que o grande Gaguinho. Acho que o Megadeth deveria adotar essa introdução em todos os seus shows. Sérinho.)
quarta-feira, outubro 22, 2008
Empregos dos sonhos que não aparecem por aí a toda hora II
Agora, sabe quais são as chances disso acontecer no Brasil? Z-E-R-O! Por mais que eu me candidatasse e mesmo me dispusesse a andar por aí fantasiado de algum bicho feroz (digamos, uma jaguatirica ou um cachorro-do-mato, para sermos patrióticos), qual celebridade brasileira teria a astúcia e o grau de fodismo para me contratar? Mesmo o Romário, espécie de correspondente Made in Brazil do Tyson, não teria culhão pra mandar uma dessas. Porra, o cara chamava os membros de sua entourage de "peixe", e a gente sabe, né? CROCODILO > peixe. Não tem nem como começar a comparar - apesar de um dos membros da trupe romariana ter o apelido de Bradock, o que agrega valor a qualquer gangue.
É preciso que se diga, porém, que apesar do brilhantismo por parte do maior peso-pesado de todos os tempos, a idéia de se contratar um sujeito para andar fantasiado de bicho não é original. Já na década de 70, dois milionários judeus de Nova York, Paul Stanley e Gene Simmons, mantinham em seu séquito um senhor de idade sem nenhuma habilidade conhecida fantasiado de gato que sempre os acompanhava, somente para a diversão da dupla.

Sidekick #1 since 1973
domingo, outubro 19, 2008
E o palhaço o que é?

Palhaçadas e lições de moral = Aviação e relógio de pulso
quarta-feira, outubro 15, 2008
Empregos dos sonhos que não aparecem por aí a toda hora
Pois não é que além de comprar Rolls Royces e distribuir aos amigos em uma viagem a Vegas, adquirir não um, mas dois tigres de Bengali e gastar o equivalente a renda anual de uma família num rentoso negócio com POMBOS, Tyson tinha um empregado, um rapaz que atendia pela alcunha de Crocodilo, a quem ele pagava centenas de milhares de dólares apenas para berrar "GUERRILLA WAAAARFAAAARE!" nas coletivas de imprensa antes de suas lutas!? Sério, o trabalho pelo qual o senhor Crocodilo era regiamente recompensado se resumia a irromper salas de imprensa anunciando uma suposta guerra, nem mais, nem menos.
Faz a gente refletir, né? Principalmente quando estamos desempregados e as oportunidades que aparecem não possuem nem um terço da diversão contida em ser uma espécie de bardo contemporâneo de um esmaga crânios de vozinha fina. Esse é definitivamente um emprego que você não vê anunciando nos classificados do seu jornal:
"Lutador peso-pesado, campeão indiscutível e milionário excêntrico, procura homem qualificado com experiência comprovada em berrar em ambientes públicos para cargo de megafone-humano. Paga-se ridiculamente bem."
Devia ter aproveitado melhor meus tempos de Colégio Padre Antonio Vieira e ter feito amizades mais influentes...
quinta-feira, outubro 09, 2008
West Beverly High revisited makes me feel so old!
Amigos, me senti velho. Sério, de verdade. Apesar de ser um produto dos anos 80, é mesmo a década de 90 que eu tenho como "a minha época", sabe? Ok, He-Man, Thundercats, o BA, filmes de Indiana Jones e De Volta Para o Futuro, querer ser como Daniel Larusso, boneca da Xuxa e do Fofão assassinando crianças indefesas, cometa Halley, Tancredo morrendo antes de assumir, ser fiscal do Sarney, SUNAB, hiper-inflação... lembro-me de tudo isso, mas com aquela mentalidade infantil idêntica a das pessoas que frequentam a Ploc 80s ainda hoje e sem discernimento abraçam Smiths e Gretchen como se a mesma coisa fosse, uma massa amorfa de referências e gostos pueris e imaturos sem nenhum padrão de qualidade ( He-Man, Transformers, Thundercats e Comandos em Ação são excessões a lista, claro!) . Na década de 90, por outro lado, eu já era um rapaz ciente de minhas escolhas, ora bolas! Sabia o que queria e podia filtrar o que de bom e ruim me era oferecido. Tartarugas Ninjas? yes, please! Roupas fluorescentes da Pakalolo? No way, José!
Admito com um pingo de vergonha que Barrados no Baile foi um seriado de certa importância nos primeiros passos de minha adolescência. Sabe como é, eu estava saindo daquela fase de andar de nike air branco cano alto (novamente uma escolha sensata: Nike e não Reebok Pump!) com bermuda e camisa do Bart Simpson e ir ao flipperama torrar fichinhas em Moonwalker com meus amiguinhos para adentrar o mundo das matinês de pegação. Eu - e acreditem, uma legião de moleques sem o apoio de suas famílias - precisava de um modelo que me inspirasse na tarefa de chamar a atenção do público feminino, e numa época em que o máximo de opções que lhe eram dadas era Coca-Cola ou Diet Coke, Bobs ou Mac Donalds, eu tive que escolher entre Brandon Walsh ou Dylan McKay. Fiz a escolha pelo primeiro, o esteriótipo do carinha meio nerd, bom filho, bom amigo, gente fina 24/7 e que, ainda assim, era capaz de abater a maior quantidade de vajayjays possível.
Eu assistia toda sexta-feira ao voltar da colégio mais um episódio na vida do casal de gêmeos da família Walsh, vindos do Minnesota para viver a vida exclusiva dos alunos do West Beverly High. Puta merda, eu queria ser como aquele cara! Como eu estudava num colégio só de homens, era feio, esquisito e sem o menor jeito com as mulheres (leia-se amigas da minha irmã mais velha que liam Capricho e estavam mais interessadas em surfistas que fumavam cigarro de Bali e usavam nauru), minha única chance era mesmo frequentar as matinês do Wells Fargo paramentado como um mini-Brandon! É isso mesmo, senhoras e senhores, aos meus 12 anos eu acreditava piamente que camisetas brancas usadas por baixo de uma camisa de botão xadrez colocada para dentro da calça jeans e sapatinhos de camurça me ajudariam a ter sucesso na arte de cherchez les femmes. Em minha defesa trago a público que pelo menos não ostentei um topetinho como o do personagem. Nem costeletas (apesar de eu tentar, penteando minhas mexas laterais pra baixo), o que deve ter sido realmente a razão de um cartel tão negativo no campo dos embates amorosos.
Engraçado pensar em como as coisas são fugazes na nossa adolescência, mas a gente tem a impressão de que duraram muito tempo. Repensando agora, eu devo ter assistido Barrados no Baile com frequência por um ano (quando estava na quinta série e enquanto ela era exibida na sexta e, logo depois, sábado de manhã), ainda assim, mais tempo do que durou essa minha fase de tentar pegar mulher numa boate fazendo ligações pra suas mesas através de um interfone vermelho e convidando elas pra dançar ao som de Shabba Ranks, Pato Banton e Papa Winnie. Logo depois eu me tornei grunge por, sei lá, cinco meses, antes de descobrir os prazeres ocultos do death metal e dos discos do Ramones. Ao menos ainda pude aproveitar as camisas xadrez que comprei para emular o vizoo do Jason Priestley, né?! Mas acho que isso faz parte da magia de uma época em que um seriado podia se dar ao luxo de ser batizado com o nome de uma música do EDUARDO DUSSEK (um cara que traduz adolescência e mercado jovem como ninguém!) e ainda assim fazer sucesso. These were simpler times, folks!


