
O General João Baptista não era só simpatia, o cara tinha estilo. Quem pode esquecer dele com seus Ray Ban Aviator espelhados, super up to date, de calças de montaria e botas, ou naquele clássico visual de sunga vermelha e tênis fazendo um cooper como todo bom general que se preza? Ele era tão style que depois até o merda do Agildo Ribeiro tentou capitalizar em cima da fama do nosso Presida passeando assim pela Lagoa - E ninguém me contou isso não, tá? Meninos, eu vi!

E não pára por aí. Ao contrário dos demais presidentes brasileiros que casaram com mulheres completamente alheias e chatas pra caralho, o Figueiredo foi ladeado pela inacreditável Dona Dulce. Porra, isso que era primeira-dama, meus caros! Perguntei aqui pra minha mãe e sua lembrança era de que a Primeira-Dama foi uma senhora "animada"... Já eu diria "especial". Sério, olha a carinha de Dona Dulce de quem não sabe nem que dia da semana é. Que casal, que casal!!!
- Estou adorando tudo, Joãozinho! - Porra Dulce, cala a boca!
E tinha aquela misantropia e asco sincero de brasileiro que fazem de qualquer homem um sujeito tão melhor e mais comovente, né? Nosso Prezida teve a manha de mandar na lata que preferia cheiro de cavalo a cheiro de povo e que queria mais que a galera esquecesse dele e fosse pra puta que lhes pariu! Sem contar aquele caso de mandar nego levar uma bomba pra Feira da Providência num possante Puma pra explodir com o show do Gonzaguinha (tem culpa ele?). Sério meu, você pode nem gostar, vai, mas tem que respeitar o trabalho do cara. Puta presidentão de responsa.
Acima de todas essas coisas, eu acho que me afeiçoei dessa maneira com o Figueiredo porque ele me remete a uma figura tipicamente classe média alta carioca. Aqueles velhos da zona sul que fazem cooper de sunga, frequentam a Hípica ou o Jockey Club e gostam de dar esporro no porteiro, na empregada da filha e no caseiro de sua casa em Nogueira se considerando uma eminência parda do mundo. Resumindo, tudo o que eu pretendo ser um dia.